Bárbara Laura Souza Félix, de 27 anos, faleceu em Belo Horizonte durante uma lipoaspiração com enxertia glútea. A causa provável foi parada cardíaca.
Durante a cirurgia, a paciente apresentou alterações na capnografia e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de ressuscitação por mais de uma hora.
O Hospital IMO, palco do incidente, já registrou outra morte em 2021 após procedimentos estéticos. A Polícia Civil investiga o caso atual, com perícia realizada no local.
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Publicado em 2026-05-26 19:38:06Foram aspirados 3,2 litros de gordura, com parte utilizada em enxertia glútea, antes das complicações. O hospital afirmou que os exames pré-operatórios da jovem estavam normais.
Em 2021, Lidiane Oliveira, de 39 anos, morreu no mesmo hospital após abdominoplastia e lipoaspiração, também com suspeita de embolia pulmonar. O instituto não possuía CTI na época.
Uma mulher de 27 anos morreu durante um procedimento estético realizado no Hospital IMO, no bairro Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta terça-feira (26). Segundo o relato da equipe médica à Polícia, Bárbara Laura Souza Félix teve uma parada cardiáca durante o procedimento.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), a paciente passou por uma cirurgia de lipoaspiração com enxertia glútea (procedimento para aumentar e remodelar os glúteos) quando apresentou complicações graves durante o procedimento.
A principal hipótese, segundo os médidos, é que ela apresentou embolia pulmonar. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar por volta das 13h.
De acordo com o boletim de ocorrência, Bárbara chegou ao hospital por volta das 6h30 desta terça, acompanhada de uma amiga, para realizar os procedimentos pré-operatórios. A cirurgia começou entre 7h40 e 8h30, conforme relatos da acompanhante e da equipe médica.
Segundo o médico responsável pela cirurgia, a paciente apresentou alteração na capnografia (exame que monitora a ventilação pulmonar) durante uma etapa da cirurgia. Na sequência, foi constatada uma parada cardiorrespiratória.
A equipe iniciou imediatamente manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que duraram cerca de 1 hora e 12 minutos, mas a jovem não resistiu.
Familiares relataram à PM que foram informados sobre complicações durante a cirurgia por volta das 11h. Cerca de uma hora depois, receberam a confirmação da morte.
A direção do hospital informou à polícia que os exames pré-operatórios estavam dentro da normalidade e que entregou toda a documentação solicitada pela família.
A Polícia Civil informou que realizou perícia no local para coletar vestígios e informações que vão ajudar nas investigações. Ainda segundo a polícia, o corpo da vítima, uma mulher de 27 anos, foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte.
Morte em 2021
Esta não é a primeira morte registrada envolvendo procedimentos estéticos realizados no mesmo hospital.
Em dezembro de 2021, a servidora pública Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira, de 39 anos, morreu após passar por uma abdominoplastia e uma lipoaspiração no IMO.
Na época, segundo familiares, ela começou a sentir fortes dores e falta de ar horas após a cirurgia. O Samu foi acionado e a paciente precisou ser transferida para o Hospital Vera Cruz, mas morreu no dia seguinte.
A Polícia Civil informou, à época, que a causa da morte também foi embolia pulmonar.
O marido de Lidiane afirmou que os procedimentos custaram R$ 20,5 mil. Segundo ele, o cirurgião responsável disse que a cirurgia havia transcorrido normalmente e que a paciente foi encaminhada ao quarto após o procedimento.
Ainda em 2021, foi informado que o instituto não possuía Centro de Terapia Intensiva (CTI).