Uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (5), revelou um grupo que enviava brasileiras para prostituição em Israel. A organização criminosa era comandada por uma mulher, que foi presa.
A Operação Dirty Dancing investiga o esquema da organização criminosa de promover a entrada irregular dessas mulheres em outros países e reter parte dos valores obtidos com a atividade ilícita. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua (PA), e outro de busca e apreensão em Goiânia (GO).
Segundo as investigações, a líder do grupo usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. A organização, então, providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes.
Recomendamos para você
Lula convoca ministro da Fazenda e economistas do PT para discutir medidas para economia após BC parar corte de juros
O presidente Lula convocou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ex-ministros e economistas do P...
Publicado em 2026-11-05 10:33:29
Lula convoca reunião para discutir política econômica em meio à pressão fiscal
Lula convocou economistas e integrantes da equipe do governo para discutir os rumos da política eco...
Publicado em 2026-11-05 10:30:16
Nem os mais ricos escapam: inadimplência dispara quase 40% em um ano entre brasileiros de alta renda
Mulher checando informações do cartão de crédito Reprodução Freepik Nem as famílias d...
Publicado em 2026-11-05 10:30:00A PF ainda aponta que os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes no exterior, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.
A investigação começou em fevereiro de 2025, a partir de informações compartilhadas pela Polícia de Israel. O trabalho é desdobramento de apuração conduzida pelas autoridades israelenses sobre o mesmo grupo criminoso.
Por determinação da Justiça Federal, também foram adotados o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, além da apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.