O MPRJ prendeu 5 pessoas nesta quinta-feira (9) na Operação Ouroboros. A ação combate um esquema de corrupção com contratos de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole.
Entre os presos está Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente da autarquia estadual. O Gaesf denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que licitações fraudadas direcionaram contratos para as empresas Engeconsult e R Peotta. Elas usavam subcontratos fictícios com o Instituto Bio para desviar os valores.
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Publicado em 2026-07-09 08:58:25O dinheiro desviado era sacado sob escolta da Rioforte. O esquema também envolvia aditivos contratuais, gerando um acréscimo de R$ 58 milhões para a Engeconsult em 2023.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão do governo do estado. Segundo as investigações, a autarquia celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões.
Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.
Promotores saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.
Presos
- Amanda Íthala Santos da Paschoa
- Caroline Soares Barros
- Davi Perini Vermelho, o Didê
- Franquis Dias Nepomuceno
- Marcelo Lopes da Silva
Entenda o esquema
O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo.
De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.
Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM.
Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte.
Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.
Esta reportagem está em atualização.