O ativista e pesquisador indígena Mairu Hakuwi Kuady Karajá morreu, no último domingo (14), e teve o corpo velado na noite desta segunda-feira (15) na Catedral Anglicana de Brasília.
O ativista era natural da Terra Indígena São Domingos-Krehawã, no Mato Grosso, e atuava em favor da cultura dos povos originários. As causas da morte não foram divulgadas.
Ele se dedicava a estudar os direitos indígenas em espaços nacionais e internacionais. Mairu era doutorando na França, após passar pela graduação em Relações Internacionais na UFT (Universidade Federal do Tocantins) e pelo mestrado em Direito na UnB (Universidade de Brasília).
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Publicado em 2026-06-16 12:50:08Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas lamentou a morte e prestou homenagem ao ativista. Segundo a pasta, Mairu era visto como referência para jovens indígenas de diferentes povos ao ser visto com relevância em espaços acadêmicos e institucionais.
“Neste momento de dor e despedida, o Ministério dos Povos Indígenas solidariza-se com seus familiares, amigos, colegas de pesquisa e com todo o povo Karajá, desejando força e conforto diante desta perda irreparável. Que sua memória, seu legado intelectual e seu compromisso com os povos indígenas permaneçam vivos, inspirando as atuais e futuras gerações”, afirmou a pasta.
A Apib (Associação dos povos indígenas do Brasil) também homenageou o ativista e afirmou que Mairu continuará na voz de seu povo.
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Nas redes, Mairu compartilhava suas experiências fora do país, conquistas acadêmicas e sua rotina enquanto um indígena dentro da academia.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo