Ministro do STF André Mendonça vota em Brasília
Ministro registrou seu voto na Octogonal, região da capital federal; outros cinco ministros da Suprema Corte também votam em Brasília
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça votou neste domingo (4) no primeiro turno das eleições em Brasília. O ministro, que é vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), chegou à seção eleitoral por volta das 9h10, na Octogonal, região de Brasília.
"Hoje é um dia importante pro país um dia, onde o povo é o protagonista e ele deve ser o grande vencedor. Então, um dia de festa do povo pra democracia e a nossa expectativa é que o povo, com responsabilidades, escolha na sua própria visão, dentro da sua própria perspectiva e realidade quem é o melhor candidato pra governar o seu Estado, a legislar no seu estado, para legislar no nosso país e para governar o nosso país. O povo ao final é o grande vencedor desse dia e o grande protagonista", disse a jornalistas.
Nas eleições de 2026, espera-se que 158.745.483 brasileiros se dirijam às urnas, segundo informações do TSE. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior. Além de André Mendonça, outros cinco ministros da Suprema Corte também votam em Brasília.
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Publicado em 2026-10-04 11:06:45Neste pleito, os eleitores decidem seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (duas vagas), governador e presidente. Se necessário, o segundo turno para cargos executivos (governo e Presidência) será realizado em 25 de outubro.
Nas últimas semanas do período eleitoral, o ministro André Mendonça protagonizou embates com colegas. O principal foi o conflito com Alexandre de Moraes, do STF, em relação investigações sobre a rede de influência e os dados do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Relator do caso na Suprema Corte, Mendonça restringiu o acesso da chefia da Polícia Federal a relatórios sobre Moraes e solicitou a íntegra das conversas do empresário. Para preservar dados bancários e fiscais, ele manteve parte das apurações sob segredo de justiça.
Em resposta, Moraes enviou uma manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, citando o colega dezenas de vezes. Ele acusou Mendonça de conduzir uma apuração direcionada para gerar constrangimentos no cenário eleitoral, além de apontar a ocultação de documentos essenciais.
Mendonça rebateu todas as acusações formalmente e sustentou que atuou dentro dos limites legais. Ele defendeu a regularidade de suas decisões e solicitou ao presidente da Corte o arquivamento das acusações feitas por Moraes.
Diante do impasse, Fachin assumiu a centralização das decisões sobre a divulgação dos documentos. Para conter o desgaste político na instituição, o tribunal definiu que os pedidos de nulidade e arquivamento serão analisados pelo plenário.
Fake news sobre padroeira
Outro caso em destaque protagonizado por Mendonça foi a respeito da fakes news envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a padroeira Nossa Senhora Aparecida.
O episódio envolveu postagens com informações falsas que atribuíam a parlamentares o projeto de retirar o título da Santa como Padroeira do Brasil.
Como ministro do TSE, Mendonça atuou diretamente na regulação desses conteúdos. Ele defendeu e votou pela manutenção da proibição e remoção das publicações classificadas como fake news. Mendonça defendeu que a atuação do tribunal visava aplicar regras eleitorais para proteger o pleito de desinformação.
O caso provocou divergências formais no Judiciário, inclusive com a intervenção do ministro Flávio Dino no Supremo. Diante de controvérsias sobre o alcance das ordens, Mendonça revisou algumas restrições específicas, como no caso da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), permitindo a manutenção da postagem após constatar que ela não violava as diretrizes da Justiça Eleitoral.
Para garantir o cumprimento das normas sem gerar abusos, Mendonça oficializou as plataformas digitais. Ele detalhou os critérios para a exclusão de conteúdos falsos ou substancialmente equivalentes e orientou que casos com dúvida razoável fossem mantidos no ar ou analisados individualmente pelo TSE.