O Mercado Livre discutiu uma proposta com autoridades do Chile para operar ?como farmácia no país, plano que exigirá mudanças nas ?regulações locais, de acordo com registros de reuniões realizadas entre as partes nos últimos meses.
A iniciativa representa um novo passo do Mercado Livre rumo à expansão de suas próprias operações de varejo, enquanto aprofunda atuação no setor farmacêutico após um projeto-piloto semelhante no Brasil.
O Mercado Livre, que opera na América Latina e é uma das maiores empresas da região em valor de mercado, reuniu-se com autoridades chilenas pelo menos ?seis vezes no último ano.
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Publicado em 2026-07-23 13:03:44As atas ?das reuniões revelaram o plano da empresa de operar um modelo de farmácia própria ?e exclusivamente online no Chile.
O plano amplia as operações da empresa no Chile, onde, assim como ?na Argentina, no México e em outros mercados, o ?Mercado Livre comercializa medicamentos apenas de vendedores terceiros.
Após ouvir a companhia, o Ministério ?da ?Saúde do Chile recomendou que o Mercado Livre busque uma avaliação técnica do regulador local, ISP (Instituto de ?Saúde Pública), uma vez que a proposta exige alterações regulatórias ou reinterpretações das normas vigentes, segundo registros de uma reunião realizada em janeiro.
Em resposta por escrito a um pedido de comentário, o ISP não disse se ?o ?Mercado Livre solicitou essa ?avaliação.
O órgão informou que a empresa não possui, atualmente, autorização para operar farmácia própria no Chile e que as regulamentações vigentes não permitem farmácias exclusivamente online.
O Ministério da Saúde do Chile não respondeu a ?pedidos de comentário.
O Mercado Livre afirmou em comunicado à ?Reuters que está trabalhando para expandir gradualmente sua oferta na área de saúde, adaptando-se à estrutura regulatória de cada mercado.
A ?empresa comentou especificamente sobre os planos para o Chile.
Como parte de uma estratégia de negócios mais ampla e de longo prazo, o Mercado Livre aumentou nos últimos trimestres os investimentos em operações próprias de varejo, que incluem segmentos como beleza e eletrodomésticos.
Essa estratégia pressionou as margens da empresa, fazendo com ?que suas ações caíssem quase 11% neste ano, para US$ 1.799 cada.
No Brasil, seu maior mercado, o Mercado Livre adquiriu uma farmácia física no ano passado, já que as normas locais exigem uma presença ?física para as empresas venderem medicamentos.
O Mercado Livre iniciou um projeto-piloto em São Paulo em março, vendendo produtos que não precisam de prescrição médica e prometendo entrega em um prazo médio de até três horas.
A ?proposta da empresa para o Chile também incluiu entregas em “poucas horas em algumas regiões”, segundo registros de uma ?reunião realizada em setembro.
O Chile está distante de estar entre os principais mercados do Mercado Livre — Brasil, México e Argentina —, mas uma implementação bem-sucedida do projeto no país poderia servir de modelo para a expansão pela América Latina.