O cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar, de 43 anos, está pensando em sair do Rio de Janeiro depois de ser vítima de dois assaltos à mão armada em um intervalo de apenas quatro meses.
No último episódio, no dia 16, ele foi baleado no braço durante uma abordagem de criminosos na zona Norte da capital fluminense. O caso foi relatado pela mulher do médico, Natália Aranibar, em um vídeo publicado nas redes sociais.
“Eu sou muito grata ao Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro me deu as maiores oportunidades da minha vida. Eu me formei em Medicina aqui, eu conheci meu marido aqui, eu tive minhas filhas aqui. Mas essa gratidão que a gente tem não pode ser paga com a nossa vida, né?”, afirmou.
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Publicado em 2026-09-23 13:14:59Segundo Natália, o sogro e dois cunhados também já foram assaltados no estado, além de amigos da família.
Harold foi baleado no braço esquerdo durante um assalto na avenida Professor Manuel de Abreu, no Maracanã, na zona Norte do Rio. Ele havia acabado de sair de um plantão no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na zona Oeste.
De acordo com o relato do médico, um motociclista bateu no retrovisor do carro e, em seguida, fez um gesto como se pedisse desculpas. Harold abaixou o vidro do veículo, que é blindado, para verificar o retrovisor. Na sequência, outra motocicleta, com dois homens, se aproximou e os criminosos exigiram a aliança.
Ao tentar pegar o celular para também entregar aos assaltantes, Harold foi baleado. O disparo deixou uma marca no banco do veículo. Os criminosos fugiram sem levar nenhum objeto.
Mesmo ferido, o médico conseguiu dirigir utilizando apenas o braço direito até um hospital particular em Copacabana, na zona Sul, onde passou por uma cirurgia para a colocação de pinos externos.
Um segundo procedimento está previsto para a colocação de uma placa e parafusos. Apesar da fratura no úmero, os movimentos da mão e do braço foram preservados.
O caso é investigado pela 20ª DP (Vila Isabel). Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança são analisadas e outras diligências são realizadas para identificar os responsáveis. O veículo da vítima também já passou por perícia.
Segundo assalto em quatro meses
Esta não foi a primeira vez que Harold foi vítima de um assalto à mão armada. A compra do carro blindado, inclusive, foi motivada pelo primeiro episódio, ocorrido quatro meses antes.
“Há quatro meses tive a mesma coisa. Fui assaltado à mão armada com outro carro meu, que não era blindado, motivo pelo qual eu peguei um blindado. E aconteceu a mesma coisa agora. O raio caiu duas vezes no mesmo lugar”, afirmou o médico em um vídeo publicado nas redes sociais.