Nem toda gordura produz o mesmo efeito no organismo. Nas últimas décadas, o avanço das pesquisas em nutrição levou especialistas a ampliar o foco das recomendações para a saúde cardiovascular. Mais do que reduzir a quantidade de gordura consumida, as diretrizes passaram a destacar a importância de priorizar gorduras insaturadas em substituição às saturadas como parte das estratégias de prevenção das doenças cardiovasculares.

Esse entendimento também orienta o desenvolvimento da linha de margarinas da Becel, formuladas com óleos vegetais e voltadas ao consumo diário. A formulação da linha segue recomendações que passaram a priorizar a qualidade das gorduras na alimentação como um dos fatores relacionados à saúde do coração.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, a principal diferença entre manteiga e margarina está no perfil das gorduras presentes em cada produto.

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“A principal diferença entre a manteiga e a margarina está na qualidade das gorduras. Enquanto a manteiga concentra mais gorduras saturadas, relacionadas ao aumento do LDL, o chamado colesterol ruim, as versões atuais de margarinas utilizam óleos vegetais ricos em gorduras insaturadas, componentes associados a um perfil lipídico mais favorável e à saúde cardiovascular”, afirma.

 

O que mostram as pesquisas

A mudança nas recomendações é sustentada por um conjunto consistente de evidências científicas. Pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Harvard e publicada no Journal of the American College of Cardiology acompanhou cerca de 120 mil pessoas por até 30 anos e observou que substituir 5% das calorias provenientes de gorduras saturadas por gorduras poli-insaturadas esteve associado a uma redução de até 25% no risco de doença coronária.

No Brasil, um posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia também recomenda priorizar gorduras mono e poli-insaturadas em substituição às saturadas sempre que possível.

Na rotina, essa orientação pode ser aplicada em escolhas simples, como substituir a manteiga por margarinas formuladas com óleos vegetais. Segundo a Becel, além de reduzir a ingestão de gorduras saturadas, essa substituição também amplia o consumo de vitaminas e outros nutrientes presentes na formulação dos produtos.

Fitoesteróis e controle do colesterol

O tipo de gordura consumida não é o único fator estudado quando o assunto é saúde cardiovascular. Para pessoas com colesterol elevado, ou que desejam reforçar a prevenção, outro componente tem acumulado evidências científicas: os fitoesteróis.

Presentes naturalmente em alimentos de origem vegetal, esses compostos competem com o colesterol durante a absorção intestinal, reduzindo a quantidade absorvida pelo organismo.

“Na prática, os fitoesteróis atuam como uma barreira natural contra o excesso de colesterol. Ao dificultarem sua absorção no intestino, contribuem para a redução do LDL no sangue, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares”, explica Adriana Stavro.

Pesquisa publicada no European Journal of Clinical Nutrition, com 95 participantes, mostrou que o consumo diário de creme vegetal enriquecido com fitoesteróis reduziu o colesterol total em 8% e o LDL em 13%, sem alterar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom.

Resultados semelhantes foram observados em estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, que avaliou pacientes com hipercolesterolemia moderada e identificou redução de 10% no colesterol total e de 12% no LDL.

Com base nessas evidências, a Becel desenvolveu a ProActiv, enriquecida com fitoesteróis e primeira do segmento a receber o endosso da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Segundo a fabricante, o consumo diário de duas colheres de sopa auxilia no controle do colesterol quando associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. A formulação também é fonte de ômega 6 e vitaminas A e E.

Pequenas mudanças também fazem diferença

As evidências científicas mostram que a prevenção das doenças cardiovasculares depende da combinação de diferentes fatores. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, abandono do tabagismo e acompanhamento médico estão entre as medidas associadas à redução do risco cardiovascular. Nesse conjunto, escolhas feitas diariamente também contribuem para melhorar a qualidade da alimentação.

“Quando a alimentação se adapta à rotina, e não o contrário, as mudanças se tornam mais sustentáveis. É a constância, e não o radicalismo, que promove resultados reais ao longo do tempo”, afirma Adriana Stavro.

Essa relação também aparece em estudos científicos. Pesquisa da Harvard T.H. Chan School of Public Health, publicada na revista Circulation, acompanhou quase 80 mil pessoas por até 20 anos e observou que melhorias graduais na qualidade da alimentação estiveram associadas à redução do risco cardiovascular, com quedas de 7% a 8% em ciclos de quatro anos e de até 9% no longo prazo.

Outro estudo, publicado em 2026 no European Journal of Preventive Cardiology, analisou dados de mais de 50 mil adultos e encontrou associação entre ajustes graduais no estilo de vida, como maior consumo de vegetais e prática regular de atividade física, e redução de até 10% no risco de eventos cardiovasculares graves.

Os resultados reforçam a importância de mudanças que possam ser mantidas ao longo do tempo, incluindo escolhas feitas diariamente durante as refeições.

 

Produtos para diferentes momentos de consumo

A busca por uma alimentação mais equilibrada também ampliou a oferta de produtos destinados a diferentes hábitos e formas de consumo. Segundo a Becel, a diversificação do portfólio acompanha a evolução das recomendações nutricionais e as necessidades dos consumidores.

Voltada ao preparo de receitas doces e salgadas, a Becel Toque Gourmet foi desenvolvida para uso culinário. A versão é zero lactose, tem 30% menos calorias e 56% menos gorduras saturadas do que a manteiga, além de ser fonte de ômega 6 e vitaminas A e E.

A linha inclui ainda a Becel Original, indicada para o consumo diário em pães, torradas e preparações frias. Produzida com óleos vegetais, contém 34% de gorduras totais, menos gorduras saturadas que a manteiga e é fonte de ômega 6 e vitaminas A e E.

Já a Becel ProActiv é enriquecida com fitoesteróis, compostos de origem vegetal que auxiliam na redução do colesterol quando consumidos diariamente como parte de uma alimentação equilibrada e associados a hábitos de vida saudáveis. A formulação também é fonte de ômega 6 e vitaminas A e E.

Para quem busca um sabor mais próximo ao da manteiga, a linha conta ainda com a Becel Amanteigada, formulada com óleos vegetais e fonte de ômega 6 e vitaminas A e E.

Quer saber mais sobre a linha Becel e conhecer as diferentes versões dos produtos? Acesse o site e saiba mais.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/manteiga-ou-margarina-o-que-a-ciencia-recomenda/