Mais conforto, menos desperdício: dicas para economizar energia em casa
Light orienta consumidores sobre hábitos que aumentam o gasto de energia e como reduzir desperdícios sem abrir mão do conforto
A conta de energia também é determinada por hábitos que passam despercebidos na rotina do dia a dia. A temperatura escolhida para o ar-condicionado, o tempo de banho e as condições de conservação da geladeira interferem no consumo de eletricidade e nas despesas do mês. Pequenas mudanças na utilização dos aparelhos reduzem os gastos sem exigir, necessariamente, a compra de novos equipamentos.
Consumir menos eletricidade para realizar as mesmas atividades é o princípio da eficiência energética. A Light, distribuidora de energia elétrica que atende 31 municípios do estado do Rio de Janeiro, reúne orientações para os consumidores economizarem com cuidados que envolvem a utilização, a manutenção e a escolha dos eletrodomésticos.
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Nos dias de calor, o ar-condicionado costuma funcionar por várias horas, principalmente à noite. A temperatura selecionada, o tamanho do ambiente e as condições de manutenção interferem diretamente no gasto de eletricidade. Quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a escolhida para o cômodo, maior tende a ser o esforço do equipamento para resfriá-lo.
A Light recomenda manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento, limpar os filtros regularmente e evitar temperaturas excessivamente baixas. Na compra de um aparelho, também é importante escolher uma capacidade de refrigeração adequada ao tamanho do ambiente.
O chuveiro elétrico está entre os equipamentos de maior potência nas residências. A duração do banho tem influência direta sobre o consumo. Reduzir o tempo debaixo d'água e utilizar a posição “verão” nos dias mais quentes diminuem o gasto de eletricidade. Desligar o chuveiro ao se ensaboar também evita desperdício de água.
Resistências queimadas não devem ser reaproveitadas. Reparos elétricos exigem profissionais qualificados, tanto para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos quanto para evitar acidentes.
O consumo de energia que passa despercebido
Mesmo desligados pelo controle remoto, televisores, videogames, microondas e outros eletrônicos continuam consumindo pequenas quantidades de eletricidade, dependendo do modelo. É o chamado modo de espera, ou ‘stand-by’. Retirar da tomada os aparelhos que não precisam permanecer conectados elimina esse gasto.
Na cozinha, a geladeira merece cuidados diferentes. O equipamento funciona 24 horas, embora seu compressor seja acionado em intervalos para manter a temperatura interna. Abrir a porta repetidamente, guardar alimentos ainda quentes e deixar a borracha de vedação desgastada aumentam o trabalho do motor.
Organizar os produtos para encontrá-los rapidamente, verificar se a porta fecha corretamente e manter livre a ventilação ao redor do aparelho são algumas das recomendações da Light. Roupas e objetos apoiados na parte traseira da geladeira prejudicam a dissipação do calor e devem ser evitados.
Já o ferro de passar consome bastante eletricidade durante o aquecimento. Reunir as roupas para passar de uma só vez evita aquecimentos repetidos, enquanto a separação das peças por tipo de tecido facilita o ajuste da temperatura.
Como escolher equipamentos que consomem menos
A substituição de lâmpadas antigas por modelos de LED está entre as medidas para reduzir o consumo residencial. Segundo a cartilha de consumo consciente da Light, essa tecnologia consome até 75% menos eletricidade em comparação com lâmpadas convencionais, além de apresentar maior durabilidade.
A economia depende da potência da lâmpada substituída e do tempo de funcionamento. Aproveitar a iluminação natural durante o dia e apagar as luzes de cômodos desocupados também reduz os gastos, sem necessidade de investimento.
Na compra de eletrodomésticos, as etiquetas de eficiência energética permitem comparar o consumo estimado de modelos com características semelhantes. O Selo Procel identifica equipamentos que se destacam pela eficiência, de acordo com os critérios do programa.
A comparação é especialmente importante para geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, utilizados com frequência. Mas trocar um equipamento antigo nem sempre representa economia imediata. O preço do novo produto, as condições de funcionamento do atual e a diferença de consumo precisam entrar na conta para avaliar se o investimento compensa.
A relação entre a conta de luz e o meio ambiente
A eletricidade consumida nas residências é produzida por diferentes fontes de geração. No Brasil, hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares e termelétricas abastecem o sistema elétrico, cada uma com características e impactos ambientais próprios.
Quanto menor o desperdício nas residências, menor a quantidade de eletricidade necessária para atender ao consumo. A economia também reduz a demanda sobre as fontes de geração, especialmente nos períodos de maior utilização do sistema.
Os benefícios ambientais variam conforme a origem da energia produzida, mas a eficiência energética não se restringe a períodos de escassez ou de aumento das tarifas. A conservação dos equipamentos e a escolha de modelos econômicos têm efeitos sobre o consumo durante todo o ano.
A Light disponibiliza materiais educativos sobre hábitos de consumo, conservação de aparelhos e segurança elétrica. A distribuidora responde pela operação e manutenção da rede sob sua concessão, enquanto os consumidores têm responsabilidade pelas instalações internas e pela maneira como utilizam a eletricidade em casa.
Em imóveis antigos, a revisão das instalações por profissionais habilitados também é recomendada. Problemas na fiação, conexões inadequadas e equipamentos defeituosos representam riscos de acidentes e prejudicam o funcionamento dos aparelhos.
O que o histórico da fatura revela sobre o consumo
Os registros mensais da conta de luz permitem comparar a quantidade de eletricidade consumida em diferentes meses. Os valores são apresentados em quilowatts-hora (kWh), unidade que mede a energia utilizada durante determinado período.
A instalação de um ar-condicionado, a chegada de novos moradores ou o funcionamento mais frequente de determinados equipamentos interferem nesses registros. A quantidade de dias faturados e as condições climáticas também precisam ser consideradas, especialmente durante o verão.
Para avaliar o consumo, é importante distinguir a quantidade de eletricidade utilizada do valor cobrado. Tarifas, tributos e bandeiras tarifárias influenciam o total da fatura, mesmo que os hábitos da residência permaneçam semelhantes.
Diante de um aumento de consumo sem explicação aparente, a Light recomenda consultar as faturas anteriores e verificar alterações no funcionamento dos equipamentos. Se a diferença persistir, o consumidor deve procurar os canais oficiais da concessionária para esclarecer dúvidas sobre a medição.