Lula e Alckmin antes da votação TV Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 9h40 deste domingo (25) ao seu local de votação, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para participar do segundo turno das eleições de 2026. Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele afirmou que nunca havia recebido tanto carinho durante uma campanha eleitoral e chamou seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de mentiroso. Aos 80 anos, Lula disse que participa da vida política há cinco décadas e que, mesmo tendo acompanhado todas as campanhas presidenciais desde 1989, nunca havia recebido tanto carinho dos eleitores. "Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual", afirmou, antes de se dirigir a São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para votar. O presidente citou manifestações de apoio em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais e destacou o ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24). "Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público", disse. Lula afirmou que estava emocionado com as manifestações de apoio e que iria votar agradecido aos eleitores. "Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato", declarou. Na sequência, o presidente criticou Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa pela Presidência da República, e afirmou que o candidato do PL não seria capaz de dizer a verdade. "Nós estamos disputando as eleições com um cidadão chamado mentira. Ele não é capaz de dizer uma verdade", afirmou. Lula também disse acreditar que os eleitores não escolherão um candidato que, segundo ele, mente durante a campanha. "Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso", concluiu. O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25). A votação começou às 8h e segue até as 17h, pelo horário de Brasília. Aos 80 anos, o petista disputa o quarto mandato presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral mais acirrada da história. Tanto a pesquisa Quaest quanto o Datafolha, divulgados no sábado (24), mostram que Flávio tem 51% dos votos válidos, e o presidente Lula, 49%. Isto é, os números apontam empate técnico, já que a diferença entre eles está dentro da margem de erro. Lula conversa com apoiadores e jornalistas antes de votar TV Globo Nordestino e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, Lula já é o único presidente desde a redemocratização a ter sido eleito três vezes para o Palácio do Planalto: em 2002, 2006 e 2022. Ele também é o mais velho da história a comandar o país. Se vencer as eleições deste ano, exercerá o quarto mandato no Palácio do Planalto e chegará a 16 anos como presidente. Ficará atrás somente de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos, mas que só foi eleito presidente pelo voto direto uma vez. Lula migrou do Nordeste para São Paulo, liderou movimentos sindicais e pode chegar a 16 anos como presidente do Brasil Reação após 1° turno No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na frente na disputa pela Presidência da República, o que não era esperado pelos petistas. A diferença entre Flávio e Lula foi a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente teve 45,16%, uma distância de 1,87 ponto percentual, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após o resultado do primeiro turno, Lula afirmou que esta foi a campanha mais desorganizada que já participou. Ele também decidiu incluir na coordenação nacional da campanha três políticos nordestinos para tentar mudar os rumos das eleições: o senador Camilo Santana (PT-CE), o senador eleito Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI). Outra mudança de rumos foi adotada na comunicação digital. Logo após o primeiro turno, Lula se encontrou com influenciadores e parlamentares recém-eleitos que têm familiaridade com o uso das redes sociais, como a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) - a mulher negra mais jovem a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados no Brasil. O presidente mudou a própria postura na relação com as redes sociais. Apesar de dizer que não gosta de usar celular e fazer selfies, Lula passou a fazer vídeos neste formato. Também mandou mensagens de voz para apoiadores em grupos de aplicativos de mensagens. Outro destaque na comunicação digital é o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que se apresenta como general. O grupo já soma mais de 10 milhões de seguidores e foi responsável por coordenar e distribuir uma série de "missões" nas redes sociais. Já no Congresso, a maior vitória de Lula foi aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Senado que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana para o trabalhador sem diminuição do salário. A medida é bandeira de campanha do petista. Na esteira de benefícios, a equipe econômica do governo Lula também reduziu os impostos sobre gasolina, anunciou pacote com perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias dos MEIs e prometeu a ampliação do Pé-de-Meia a universitários.
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