O presidente Lula em discurso em SP na terça. (Foto: Isaac Fontana / EFE)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso de combate ao racismo em Santa Catarina, um estado com população de brasileiros majoritariamente branca e de origem germânica. Em visita a embarcações da Petrobras em Itajaí, o presidente disse que é necessário impedir que o “racismo prevaleça” e lembrou o infame ditador da Alemanha Adolf Hitler.

“Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. (…) A gente tem um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual, todo mundo. Não tem essa de um cara que é branco ser melhor do que o que é negro, ou o cara que é nordestino ser pior do que o do Sul do país. Que história é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou…”, afirmou.

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A crítica do presidente tinha como alvo principal o governador do estado, Jorginho Mello (PL-SC), que tem por hábito evitar eventos públicos com Lula e não estava presente no encontro. Lula sugeriu que Jorginho teria baixa capacidade intelectual por supostamente não fechar parcerias com o governo federal. "Qual é o tamanho da cabeça deste cidadão, qual a qualidade da massa encefálica ele tem na cabeça?" , questionou.

Em sua gestão, o governador Jorginho Mello promulgou uma lei que proibia cotas com base em raça nas universidades públicas, justificando-a pela realidade demográfica de Santa Catarina.De acordo com o Censo de 2022, 76,28% dos catarinenses se autodeclaram brancos. Em abril, a lei foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O estado registra os melhores índices econômicos e sociais do país e Jorginho argumenta que um estado com a melhor distribuição de renda do Brasil não poderia ser "higienista".

Lula já elogiou Hitler

Apesar de citar Hitler como exemplo negativo, ficou famosa uma entrevista do então líder sindical Luiz Inácio à revista Playboy, em 1979. Nela, ele disse admirar a "disposição, força e dedicação de se propor a fazer algo" do ditador alemão, entre outros tiranos. Lula também já comparou diversas vezes seu maior rival político, o ex-presidente Jair Bolsonaro, aos ditadores Hitler e Benito Mussolini, para inflamar a militância.

A lembrança de Hitler em uma região catarinense com maioria de população germânica é mais um momento de analogias da "diplomacia às avessas" de Lula, que já comparou a ação israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto. Desde aquele momento, o Brasil mantém um status rebaixado nas relações exteriores com Israel, enquanto Lula é persona non grata no país. Jorginho Mello ainda não comentou as declarações do presidente.

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