Lideranças de MG discutem como atrair mais investimentos e tecnologia

Empresários mineiros afirmam, no evento Eloos, parceria entre Itatiaia e CNN Brasil, que Montes Claros se tornou polo farmacêutico do país

Lideranças e empresários de Minas Gerais se reuniram, nesta segunda-feira (3), para debater o setor industrial e o futuro do estado em painel no Eloos, parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil.

O painel levou o tema "Diversificação industrial: o futuro de Minas Gerais" para a discussão, onde sentaram-se à mesa Leonardo Bortoletto, diretor do Itatiaia Negócios; Milena Pedrosa, presidente da Invest Minas; Walker Lahmann, diretor executivo da Eurofarma; Felipe Davis, CEO da OOH Brasil/Conar; e Marcelo Souza e Silva, presidente do Sebrae MG. 

Milena e Lahmann destacaram que a cidade de Montes Claros, no norte do estado, é um novo polo farmacêutico do Brasil.

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"Várias empresas farmacêuticas encontraram condições para se instalar e investir. Agora, outras foram chegando e, com isso, trazendo tecnologia, geração de empregos, investimentos muito altos", afirmou o executivo.

O diretor da Eurofarma disse que essa chegada do setor industrial no município, que fica a cerca de 420 quilômetros da capital Belo Horizonte, trouxe desafios como espaços para instalações, energia elétrica e infraestrutura. 

"Outro ponto também é a formação de pessoas porque, muito antes de operar lá, fizemos contato com universidades locais para se prepararem para formar as pessoas e desenvolver esse polo", disse Lahmann.

Por isso, ele destacou que ações conjuntas são importantes para, além de atrair, manter e ampliar o desenvolvimento local. Lahmann citou a Invest Minas e a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) como parceiras importantes para o futuro do estado.

"Esse apoio ao crescimento e desenvolvimento faz com que outras empresas sejam atraídas para o nosso estado e para a região porque facilita e fortalece o desenvolvimento local", complementa. 

Já Felipe Davis afirmou que preparar profissionais, principalmente no contexto da inteligência artificial, é importante. Para ele, um tema que circula entre todas as indústrias é o quanto as tarefas rotineiras e operacionais vão ser afetadas.

Já Bortoletto ressalta não ser viável criar um ambiente de modismo em torno do tema justamente pela pluralidade do mercado empresarial e industrial. De acordo com ele, donos de empresas vêm enfrentando desafios com mão de obra e implementação de melhorias cotidianas, o que deixa o foco imediato nestes gargalos.  

"Muito disso se resolveria se falássemos de plano de Estado em vez de plano de governo. Quando planejamos um estado, município ou país olhamos para aquilo que de mais caro temos: a vocação. Quando investimos em vocação, a facilidade de implementação é agigantada e não precisa de muita inovação na esfera do pequeno e do médio para produzir melhor."

Programação

A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado "Custo Brasil" (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).

Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6x1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.

Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.

 

 

 

 

 

 

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/liderancas-de-mg-discutem-como-atrair-mais-investimentos-e-tecnologia/