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Escrevo esse texto com o resultado eleitoral ainda inconclusivo no Peru. Mais de 90% das urnas foram computadas e Keiko Fujimori lidera por uma margem bastante estreita. Provavelmente menos de cem mil votos vão definir o pleito. Independentemente do resultado oficial, já podemos extrair algumas lições importantes para o caso brasileiro.
Em primeiro lugar, a prioridade é sempre derrotar o comunismo. Quando o Foro de SP consegue colocar suas garras no poder, o estrago que se segue, tanto em termos econômicos como de perda de liberdades, costuma ser fatal. Impedir a destruição total do país deve ser o foco.
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Publicado em 2026-05-27 08:00:00Para esse objetivo é preciso lembrar que nenhum candidato de oposição ao comunismo precisa ser perfeito. Política é a arte do possível, não um concurso moral. Keiko Fujimori está longe de ser uma candidata que empolga.
Cada voto importa. Numa disputa tão acirrada, a decisão é no photochart. O corolário disso é que toda demonização de outros candidatos anticomunistas é fazer o jogo dos comunistas. No segundo turno, é voto a voto, e é preciso fomentar a união daqueles que rejeitam o destino socialista
Os principais escândalos associados a ela giram em torno de acusações de financiamento irregular de campanhas e lavagem de recursos, especialmente no contexto do escândalo Lava Jato. Ela nega todas as acusações e se declara vítima de perseguição política.
O caso mais emblemático é o Cócteles, uma investigação sobre o suposto recebimento de fundos ilícitos para as campanhas presidenciais de 2011 e 2016. Ela teria recebido US$ 1,2 milhão da Odebrecht por meio de doadores falsos em “coctéles”, eventos de arrecadação. Keiko chegou a ser presa e ficou cerca de 18 meses detida.
Ou seja, ninguém de direita pode efetivamente vibrar com essa vitória. Mas tem o direito de comemorar a eventual derrota do seu adversário, Roberto Sánchez. O psicólogo foi ministro do governo de Pedro Castillo e defende várias bandeiras socialistas. Deseja inclusive uma nova Constituição para o país. Sua base de apoio é o interior rural mais pobre, zonas andinas e eleitores indígenas. É um crítico do modelo capitalista, adotando discurso extremamente populista.
Sánchez também foi acusado de crimes financeiros relacionados a declarações falsas de contribuições de campanha (2018-2020). O Ministério Público pediu mais de 5 anos de prisão eo caso ainda está em andamento na Justiça.
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Essas eram as alternativas apresentadas ao eleitor. Diante disso, o “isentismo” parece uma péssima opção. O liberal Alvaro Vargas Llosa, filho do grande escritor Mario Vargas Llosa, comentou: “Acabei de votar nas cruciais eleições peruanas. Cedo, confiante na maturidade do povo peruano após tantas desilusões, com a serena satisfação de ter cumprido um dever moral elementar diante da encruzilhada que o país enfrenta”.
Keiko Fujimori agradeceu publicamente o apoio de Alvaro: “Todos unidos por uma grande defesa democrática”. O voto nulo, nesse caso, representaria uma chance extra para o socialismo. E eis a lição mais importante que o Peru deixa.
Cada voto importa. Numa disputa tão acirrada, a decisão é no photochart. O corolário disso é que toda demonização de outros candidatos anticomunistas é fazer o jogo dos comunistas. No segundo turno, é voto a voto, e é preciso fomentar a união daqueles que rejeitam o destino socialista. Para tanto, é preciso engolir sapos e compreender que o candidato não será perfeito. Não se pode perder de vista o real objetivo: impedir a destruição total do país, resultado inexorável da manutenção da esquerda radical no poder.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos