A Inteligência Artificial precisa urgentemente de regulamentação global com avaliadores independentes capazes de analisar novos desenvolvimentos, disse o presidente da Microsoft, alertando que a IA atualmente enfrenta menos requisitos de segurança do que o leite.
Em entrevista à BBC publicada na segunda-feira (12), Brad Smith afirmou que é necessário implementar um conjunto de regras de segurança globais, exigindo que a “vítima” seja informada caso seu sistema seja invadido por um agente de IA malicioso e que haja um “freio de emergência” disponível.
Ele afirmou que também deveria haver uma exigência legal para que as empresas redigissem “relatórios de incidentes”.
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Publicado em 2026-10-12 11:33:02“Sabemos como fazer isso para outros produtos”, disse Smith. “Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.”
“Neste momento, sua máquina de lavar está sujeita a mais normas de segurança do que a inteligência artificial. Cada caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a normas de segurança e inspeção.”
Empresas de tecnologia como a Anthropic e a OpenAI começaram a divulgar comportamentos anômalos ou indesejados de agentes de IA como parte de um debate global sobre a tecnologia em rápido avanço, que incluiu alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça existencial à humanidade.
Algumas empresas pediram uma desaceleração no desenvolvimento da IA, mas isso gerou um debate sobre se os executivos têm segundas intenções, como estabelecer regras que preservem a liderança de suas empresas, antecipar uma reação governamental mais ampla ou simplesmente reduzir os gastos desenfreados.
Smith, da Microsoft, afirmou que o país mais bem posicionado para liderar a regulamentação da IA ??era a Grã-Bretanha, devido ao Instituto de Segurança da IA, lançado sob o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak.
Smith afirmou que as autoridades em Washington viam Londres de forma muito diferente de como viam Bruxelas, que regula a IA com base no nível de risco por meio de sua Lei de IA.
O instituto britânico recebe acesso prévio à implementação, por meio de acordos voluntários, com os principais modelos de IA, o que lhe permite avaliar suas capacidades e riscos.
O ministro da Inteligência Artificial, Kanishka Narayan, disse à Reuters que o Reino Unido consideraria regulamentar modelos avançados caso o sistema atual se mostrasse insuficiente.