Presidente do PSD e candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado à Presidência, Gilberto Kassab minimizou a fragilidade dos palanques regionais. Neste domingo (26), a convenção nacional do partido ocorreu em São Paulo sem a presença de candidatos da sigla em estados como Rio de Janeiro, Pernambuco e Sergipe, que foram liberados de um alinhamento automático com a campanha nacional.
“A questão dos palanques regionais não nos preocupa porque é uma realidade brasileira. Eu sempre digo que o PSD foi o partido que mais contribuiu para acabar com as coligações nas eleições proporcionais, para vereador, deputado estadual e deputado federal. Agora, nosso trabalho é acabar também com as coligações majoritárias. Enquanto elas existirem, vamos ter de conviver com essa situação de alguns estados com palanques diferentes. O que existe no PSD são bons quadros, candidatos a governador e o melhor candidato a presidente, o que nos leva a acreditar muito na vitória”, disse.
Kassab citou o exemplo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem o apoio do PSD para a reeleição no estado, embora apoie o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto. Tarcísio chegou a cogitar ir à convenção do PSD, mas desistiu para evitar melindres com a base bolsonarista.
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Publicado em 2026-07-26 16:33:27“Vou dar o exemplo de São Paulo. Aqui neste prédio tem um comitê de Caiado presidente e Tarcísio governador. O candidato do Tarcísio a presidente é outro, e ele tem o nosso respeito. Mas quem vai ganhar em São Paulo a eleição é Caiado presidente e Tarcísio governador”, afirmou.
O presidente do PSD também relativizou as ausências do ex-prefeito Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio de Janeiro, e da governadora Raquel Lyra, que tentará a reeleição em Pernambuco. Segundo ele, ambos enfrentam peculiaridades locais que impedem um alinhamento único.
“O palanque do Eduardo Paes é múltiplo, porque o Brasil precisa que o Eduardo Paes se eleja governador do Rio de Janeiro. E o Brasil precisa que o Caiado se eleja presidente da República para que o Brasil não vire o Rio de Janeiro”, justificou.
“No outro palanque, coordenado pela sociedade civil, por diversas lideranças, estará Caiado presidente e Eduardo Paes governador. E será assim em todos os estados”, completou.
“Em Pernambuco, Raquel Lyra, pelas circunstâncias locais, tem eleitores de todos os partidos. Mas lá temos um palanque que está sendo construído, sólido, forte, que terá Caiado presidente e Raquel Lyra governadora. O PSD não terá problema para fazer palanque para Caiado em nenhum estado, em parceria com os nossos candidatos”, concluiu.