Justiça rejeita prisão de vice-presidente do Corinthians
Decisão da juíza Amanda Eiko Sato concluiu que não há provas de coação ou interferência do dirigente Armando Mendonça apontada pelo Ministério Público; clube não vai se manifestar sobre o caso
A Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (22), o pedido do Ministério Público para decretar a prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça.
O Ministério Público apresentou o pedido, na última sexta-feira (16), após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do Corinthians e testemunha no caso.
Em manifestação encaminhada à 25ª Vara Criminal, o promotor Cássio Conserino afirmou que a demissão de Munhoes, testemunha-chave do Ministério Público, ocorreu às vésperas da audiência de instrução, marcada para 10 de novembro. Segundo ele, o episódio deveria ser analisado no contexto da investigação sobre coação no curso do processo.
Recomendamos para você
Vox: 47,1% rejeitam voto em Flávio; 44,8%, em Lula
Levantamento entrevistou 2.100 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro; margem de erro é de 2,15...
Publicado em 2026-10-23 00:02:36
Malévola detalha prisão no Egito e denuncia transfobia: “Me senti um lixo”
Influenciadora trans usou as redes sociais para publicar vídeo detalhando o que teria acontecido an...
Publicado em 2026-10-22 23:11:42
Caso Jaiane e Everaldo: homem que matou ex e amigo dela é condenado a 72 anos de prisão em RO
Segundo dia de julgamento do caso Jaiane e Everaldo Vinicius Wallace do Casal Marinho foi co...
Publicado em 2026-10-22 22:43:37Na decisão, a juíza Amanda Eiko Sato afirmou que não há elementos concretos suficientes para demonstrar que Armando tenha influenciado o desligamento de Marcelo Munhoes ou colocado em risco a instrução criminal.
A magistrada concluiu que faltavam elementos para justificar a prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares. Segundo a decisão, a demissão de Munhoes ocorreu em um contexto político-eleitoral.
Na mesma decisão, a juíza também indeferiu todas as medidas cautelares solicitadas pelo promotor Cássio Conserino.
Procurado, o Corinthians informou que não irá se manifestar. A defesa de Armando Mendonça não retornou ao pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
"Escândalo das camisas"
A renovação do contrato entre o Corinthians e a Nike tem gerado controvérsias no cenário esportivo. Durante o programa Domingol, Benjamin Back questionou a decisão do clube de manter a parceria com a Nike, mesmo diante de uma oferta aparentemente mais vantajosa da Adidas.
De acordo com informações debatidas no programa, a proposta da Adidas seria supostamente superior à renovação firmada com a Nike. A situação ganhou ainda mais destaque após o surgimento de um escândalo envolvendo valores excedentes cobrados pela Nike em contratos anteriores.