DC troca Aldo Rebelo por aposta em Joaquim Barbosa A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC), após decisão da direção nacional do partido. A sentença foi publicada na segunda-feira (25) pelo juiz eleitoral Tiago Machado. Por meio de sua assessoria de imprensa, Rebelo disse ao g1 que já acionou a justiça para tentar reverter a medida, argumentando que sua expulsão sumária não seguiu os ritos previstos no próprio estatuto do partido. A crise interna começou após a direção do DC indicar o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como alternativa para disputar a Presidência da República no lugar de Rebelo, que havia sido anunciado anteriormente como pré-candidato. Ex-ministro Aldo Rebelo Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Rebelo reagiu publicamente à decisão, fazendo uma série de críticas à direção nacional e ao presidente da sigla, João Caldas. À TV Globo, ele disse que manteria sua pré-candidatura até a convenção do partido, "mesmo que tenha que judicializar", e classificou a possível candidatura de Barbosa como uma "afronta" às suas convicções sobre relações políticas. O ex-ministro também afirmou à imprensa que Caldas demonstrava preocupação com o avanço do caso Master em Alagoas. Até o início de abril, a capital do estado era administrada pelo filho dele, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), e pré-candidato ao governo do estado. Em resposta, o DC anunciou na semana passada a abertura de um processo interno para excluir o ex-deputado federal dos seus quadros. Em nota, o partido disse que havia esgotado "tentativas de resolução harmoniosa" e que a postura de "intransigência do recém-filiado" configurava afronta ao estatuto da legenda. Aldo Rebelo: do partido comunista a aliado do bolsonarismo "Tendo em vista os gravíssimos fatos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objetivos e o Estatuto do partido, a Direção Nacional do DC delibera pela abertura imediata de procedimento disciplinar contra o referido filiado. Tal medida resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral", diz trecho do comunicado. Até a última manifestação pública, Rebelo defendia sua permanência na disputa presidencial e sustentava que sua pré-candidatura havia sido fruto de compromisso da direção nacional do partido. "Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos", afirmou o ex-ministro em nota. Ele também disse que a escolha de Joaquim Barbosa representava um movimento contrário à transparência e às decisões democráticas.
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