O presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz França, afirmou nesta quarta-feira (7), que o setor imobiliário tem potencial para injetar R$ 8 trilhões na economia brasileira ao longo da próxima década.
No entanto, ele ressaltou que o principal entrave para que esse potencial seja alcançado são os juros elevados praticados no país. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, com Brasil no topo dos países com maior juro real no mundo.
“Juros elevados sufocam a economia. Caiu a taxa de juros, LCI vai ficar mais barata, quem toma empréstimo vai tomar empréstimo mais barato. 1% de queda de taxa de juros, simplesmente 1,3 milhão de famílias passam a ter acesso ao mercado imobiliário. Simples como isso”, declarou em evento que reuniu liderança políticas, empresariais e especialistas em São Paulo.
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Publicado em 2026-10-07 15:40:26Ele foi enfático ao afirmar que reduzir a taxa de juros é fundamental para ampliar o acesso das famílias ao crédito imobiliário e às ferramentas de financiamento para a conquista da casa própria.
O dirigente também citou dados preocupantes da economia brasileira, como o recorde histórico de 6,3 mil empresas em recuperação judicial, além do elevado número de pessoas inadimplentes e o percentual da população endividada.
Esses indicadores foram apresentados como reflexo direto do ambiente de juros altos que compromete tanto empresas quanto famílias.
FGTS, déficit habitacional e reforma tributária
Outro ponto de destaque no discurso foi a crítica ao uso diversificado do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo o presidente da Abrainc, as políticas que permitem o uso do FGTS várias vezes ao ano acabam retirando recursos que o próprio trabalhador precisaria para conquistar a casa própria.
Ele também apontou um déficit habitacional de 5,8 milhões de moradias projetado para os próximos dez anos.
A associação defendeu ainda a criação de um fundo de R$ 50 bilhões para financiar a habitação e cobrou ajustes que considera necessários na reforma tributária junto à Receita Federal e ao Ministério da Fazenda.
De acordo com informações apuradas no evento, tanto a campanha de Lula quanto a campanha de Flávio Bolsonaro têm demonstrado abertura às sugestões apresentadas pelo setor.