Justiça do Rio retoma julgamento do caso Henry Borel O 4º dia do julgamento do caso Henry Borel, nesta quinta-feira (28), começou com o depoimento de Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos. A jovem é filha de Natasha de Oliveira Machado, também testemunha, que foi namorada de Jairinho entre 2010 e 2013 — na época, Kaylane tinha entre 3 e 6 anos. Em depoimentos anteriores, a jovem tinha alegado que o ex-vereador tentou afogá-la em uma piscina e a agrediu em diversas oportunidades. Nesta quinta-feira (28), Kaylane reafirmou que apanhou de Jairinho e admitiu que teve medo, à época, de relatar o caso — e que chegou a se sentir culpada pelo que aconteceu com Henry Borel. “Eu me senti muito culpada. Se eu tivesse falado, talvez não chegasse ao que chegou”, declarou. Kaylane ainda afirmou que Jairinho reclamava que a presença dela “atrapalhava” a vida de Natasha, mãe dela. “Ele dizia que, se eu não existisse, ia ser muito melhor. Que eu atrapalhava ela, que se fosse só ele e a minha mãe a vida dela ia ser muito melhor.” O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. Jairinho e Monique respondem por homicídio qualificado, tortura e outros crimes relacionados à morte de Henry, ocorrida em março de 2021. As oitivas devem durar ainda vários dias. O caso em que ela acusa Jairinho de agressões corre na 35ª Vara Criminal da Capital. ?Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Jairinho e Monique durante o julgamento do caso, em março Reprodução/TV Globo O depoimento de Kaylane “A gente ia para esses lugares, ele me dava socos na cabeça, apertava meu braço muito forte. Aí, teve um que a gente foi para um quarto que tinha uma piscina, e na piscina ele ficava me afundando, até eu bater no chão da piscina”, narrou a jovem. “Em uma das situações, ele torceu meu braço e disse que era para eu contar que tinha machucado no jiu-jítsu. Ele dizia que era para eu não contar para a minha mãe”, lembrou. Kaylane então afirmou como foi o momento que contou para a mãe sobre as agressões sofridas, “bem depois que eles tinham terminado”. “Eu vi uma criança que apanhava dos pais e comecei a chorar muito. A minha avó perguntou o que foi, eu comecei a dizer que ele [Jairinho] me batia muito. A minha mãe foi me ver no dia seguinte e aí eu contei para ela.” LEIA TAMBÉM: Delegado diz que Jairinho e Monique montaram 'farsa ensaiada' sobre morte de Henry Babá de Henry foi coagida por Monique a mentir e está pronta para 'falar tudo', diz advogada Psiquiatra diz que Jairinho tem 'prazer em infligir dor em crianças' Justiça retoma julgamento do caso Henry Borel; mãe e padrasto são acusados de tortura e homicídio qualificado Jornal Nacional/ Reprodução ?O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. JJairinho durante o julgamento do caso, em março Divulgação/Brunno Dantas e Felipe Cavalcanti/TJRJ Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, usava uma camiseta com fotos do filho no julgamento em março Jornal Nacional/ Reprodução
Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/28/julgamento-do-caso-henry-borel-dia-4.ghtml
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