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As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram neste sábado (16) que eliminaram Izz al-Din al-Haddad, apontado como o substituto de Mohammed Sinwar no comando do braço militar do Hamas na Faixa de Gaza. Segundo o governo israelense, Haddad foi morto em um ataque aéreo realizado na sexta-feira (15) na Cidade de Gaza, localizada no norte do enclave.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, as FDI afirmaram que Haddad era um dos últimos comandantes de alto escalão do Hamas ainda ativos e o classificaram como “um dos arquitetos” do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 contra Israel. De acordo com os militares israelenses, Haddad assumiu funções centrais dentro do grupo terrorista após a morte de Mohammed Sinwar – que antes de ser eliminado também chegou ao posto de líder máximo do Hamas - e estava trabalhando para reorganizar as capacidades militares do grupo terrorista palestino e no planejamento de novos ataques contra civis e tropas israelenses.
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Publicado em 2026-05-16 17:27:28Segundo o jornal israelense The Times of Israel, Haddad era conhecido dentro do Hamas pelo apelido de “O Fantasma” e já tinha sobrevivido a diversas tentativas de assassinato. O veículo informou que ele liderava a Brigada do Hamas da Cidade de Gaza durante os ataques de outubro de 2023 e era considerado um dos últimos integrantes da cúpula militar envolvidos diretamente no planejamento do massacre contra civis israelenses.
O Hamas também confirmou a morte de Haddad neste sábado. Em nota divulgada pela emissora Al Jazeera, o grupo terrorista palestino acusou Israel de realizar um “assassinato traiçoeiro e covarde” e afirmou que o líder terrorista morreu ao lado da esposa, da filha e de outros civis palestinos durante um bombardeio no bairro de Remal, na Cidade de Gaza.
Israel também afirmou que Haddad esteve envolvido criação e manutenção dos cativeiros em Gaza onde os terroristas palestinos colocaram os civis sequestrados durante os ataques de outubro de 2023. As FDI disseram que o terrorista “gerenciava o sistema de cativeiro de reféns” e que, em alguns momentos, se cercava de civis sequestrados para dificultar operações israelenses contra ele.
O chefe do Estado-Maior israelense, tenente-general Eyal Zamir, classificou a morte do terrorista como um “sucesso operacional significativo”. Segundo comunicado divulgado pelos militares, Zamir afirmou que o nome de Haddad aparecia repetidamente em relatos de ex-reféns libertados pelo Hamas.
A morte do comandante ocorre em meio à continuidade das operações israelenses em Gaza, iniciadas após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1,2 mil pessoas morreram em Israel e 251 foram sequestradas.