O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (20) que seu país e a Rússia nunca trabalharam tão próximos.
Após receber o chanceler russo, Sergei Lavrov, o iraniano afirmou na rede social X que os dois se concentraram em ampliar a "cooperação econômica e nuclear" durante a visita.
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Publicado em 2026-10-20 03:00:01"Nunca em nossa história, Irã e Rússia fizeram trabalhos tão próximos como agora. Abordamos tudo, da Europa até à Ásia Ocidental, incluindo Líbano, Palestina, Ucrânia e Iêmen. Também nos concentramos na ampliação da cooperação económica e nuclear", escreveu Araghchi.
Antes da visita, ainda em Moscou, Lavrov declarou que a ida ao Irã tinha como objetivo "impedir o retorno de uma guerra de grande magnitude", em um momento de impasse nas negociações entre Teerã e Washington.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse recentemente ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, que está disposto a ajudar nos esforços de mediação.
EUA planejam usar 'mãe de todas as bombas' contra o Irã, diz TV
As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboraram planos de ataque contra o Irã que podem usar a bomba GBU-43/B, conhecida como “mãe de todas as bombas”. A informação foi divulgada pela CNN Internacional nesta quinta-feira (15), com base em relatos de autoridades americanas.
Os alvos seriam instalações nucleares e a infraestrutura energética do país. Os ataques poderiam ocorrer caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações militares.
O uso da maior bomba não nuclear do arsenal americano representaria uma escalada significativa do conflito. Ainda há dúvidas, porém, sobre a eficácia da arma para atingir os objetivos estratégicos de Washington, segundo autoridades ouvidas pela rede de televisão americana.
Maior explosivo do arsenal americano
O apelido do explosivo, “mãe de todas as bombas” (Mother of All Bombs, no inglês original), vem da sigla MOAB. O acrônimo, por sua vez, significa Massive Ordnance Air Blast, ou explosão aérea de munição de grande porte.
A arma pesa cerca de 9,8 toneladas e tem aproximadamente nove metros de comprimento. Sua potência explosiva equivale a cerca de 11 toneladas de TNT. Apesar do poder de destruição, ela não se compara às bombas nucleares usadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.
A MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida. A bomba é guiada por GPS e foi projetada para ser lançada de aeronaves militares de transporte, como o MC-130, com auxílio de um paraquedas.
Desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, a arma foi projetada para atingir alvos em uma grande área com uma onda de choque intensa.
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Guerra em suspensão
Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.
Em uma publicação no começo de outubro, o presidente do país, Donald Trump, descartou novos ataques contra o país persa até o final do mês e disse que Washington e Teerã estão tendo “discussões produtivas”.
“Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos”.
Depois da publicação do presidente, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.
Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.