Investidores reduzem exposição à tecnologia após forte alta das ações
Movimento de rotação de capital ganha força em meio a dúvidas sobre o ritmo de crescimento do setor de IA
Após forte valorização das empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial, parte do mercado passou a direcionar recursos para setores que ficaram para trás nos últimos ciclos de alta.
O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana”, apresentado na Resenha do Dinheiro por Bernardo Pascowitch.
Segundo Bernardo, fundador e CEO do Yubb, o relatório da corretora norte-americana Charles Schwab aponta que esse movimento já está em andamento.
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Publicado em 2026-06-20 13:47:42“Esse movimento de rotação é importante porque, após uma forte valorização, muitos investidores optam por realizar lucros e buscar oportunidades em outros segmentos do mercado. Por isso, é preciso atenção com as ações de tecnologia, que podem passar por uma correção enquanto parte do capital migra para setores que ficaram para trás nos últimos anos”, explica.
A avaliação ocorre em um momento em que empresas ligadas à inteligência artificial concentram boa parte dos ganhos do mercado acionário americano, impulsionadas pela corrida global por infraestrutura e chips.
Mais insights
Outro tema discutido foi o custo crescente da inteligência artificial. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destacou um estudo da Citadel Securities que aponta o custo dos tokens utilizados pelos modelos de IA como um dos principais desafios para a expansão da tecnologia.
“Essa pesquisa mostra que o maior gargalo da inteligência artificial pode não ser a capacidade dos modelos, mas o custo dos tokens. A conclusão é que, no futuro, o melhor modelo talvez não seja o mais inteligente, mas sim o mais barato e eficiente”, afirma.
Além da IA, os participantes também destacaram as oportunidades na renda fixa brasileira. Com os juros em patamares elevados, títulos públicos atrelados à inflação voltaram ao radar dos investidores de longo prazo.
Para Thiago Godoy, educador financeiro, o cenário atual permite garantir retornos reais considerados atrativos por vários anos.
“No Tesouro IPCA+, o investidor recebe uma taxa fixa, que hoje supera 8% ao ano em alguns vencimentos, além da inflação. Isso significa proteger o poder de compra do dinheiro por vários anos e ainda garantir uma rentabilidade real bastante elevada”, aconselha.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.