Índia prende líder de movimento juvenil antes de protesto
Abhijeet Dipke participaria de ato pela renúncia do chefe da Comissão Eleitoral do país devido a uma revisão controversa da lista de eleitores que seria feita para beneficiar partido do atual primeiro-ministro, Narendra Modi
A polícia da Índia prendeu neste sábado (10) o fundador do movimento juvenil "das baratas", Abhijeet Dipke antes de um protesto convocado pelo grupo para exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar.
A principal alegação dos manifestantes do CJP (Partido Cockroach Janta) e dos partidos de oposição é que a comissão manipulou as listas de eleitores de maneira a favorecer o partido Bharatiya Janata, do primeiro-ministro Narendra Modi. Tanto a comissão quanto o governo negaram as acusações.
Dipke e os líderes Saurav Das e Ashutosh Ranka foram detidos após desembarcarem de um voo de Mumbai, centro financeiro da Índia, para a capital Nova Déhli, disse o CJP em um comunicado.
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Publicado em 2026-10-10 03:32:25A pressão sobre o comissário eleitoral Gyanesh Kumar intensificou-se no mês passado, após o jornal Indian Express noticiar que os dois adjuntos do chefe eleitoral haviam manifestado preocupações formalmente pelo menos 14 vezes nos últimos 10 meses em relação a revisões das listas de eleitores, procedimentos de registro e sistemas digitais da comissão.
A CJP condenou a "detenção autoritária" de seus líderes, que classificou como uma "interceptação premeditada" com o objetivo de enfraquecer a liderança do comício de sábado, e exigiu sua libertação imediata.
Representantes de dois veículos de mídia digital disseram à emissora X que a polícia deteve quatro de seus repórteres enquanto cobriam o protesto.
Alguns advogados que protestavam em frente ao Supremo Tribunal também foram detidos, publicou o presidente da Ordem dos Advogados no X.
Em outras partes da cidade de 20 milhões de habitantes, 45 estações de metrô e mercados foram fechados e a internet móvel foi suspensa no distrito comercial central.
Testemunhas da Reuters relataram que policiais entraram em ônibus para verificar a presença de manifestantes após detê-los nos pontos de entrada da cidade, e carros e outros veículos também foram submetidos a inspeções.
Barricadas e blocos de concreto bloquearam o trânsito, enquanto veículos equipados com canhões de gás lacrimogêneo foram posicionados em vias principais, segundo testemunhas.