Ibovespa recua mais de 10% após atingir recorde
Movimento combina pressão externa, incertezas políticas e saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira
O Ibovespa passou por uma correção após atingir níveis recordes recentes. Em menos de um mês, o principal índice da bolsa brasileira chegou a tocar os 199 mil pontos, mas recuou cerca de 10% e voltou à faixa dos 180 mil pontos.
A queda foi influenciada por uma combinação de fatores externos e domésticos, em um cenário no qual bolsas internacionais, como a americana, seguem renovando máximas.
Segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro e especialista em renda fixa, isso reflete um conjunto de pressões vindas do cenário global e também do fluxo de investidores.
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Publicado em 2026-05-23 13:55:17“Foi um mix de notícias mais negativas no exterior, novas ondas de alta no preço do petróleo e também incertezas políticas no Brasil. Além disso, houve saída de investidores estrangeiros após um período forte de entrada, o que ajudou a pressionar a bolsa”, afirma.
Para Bernardo Pascowitch, o ambiente eleitoral também tende a aumentar a volatilidade da bolsa ao longo de 2026.
“Ano de eleição é um ano de volatilidade maior do que o normal. Cada nova pesquisa ou notícia pode mexer com o humor do mercado e dos investidores, o que impacta bolsa e câmbio”, explica.
Já Thiago Godoy avalia que movimentos de queda nem sempre estão ligados a crises estruturais, mas muitas vezes a realização de lucros após altas consecutivas.
“O investidor entra, o ativo sobe bastante e, ao ver ganho acumulado, acaba vendendo para realizar o lucro”, afirma.
No curto prazo, segundo Bernardo, o comportamento do mercado pode ser influenciado por gatilhos pontuais, tanto para compras quanto para vendas, especialmente em momentos de máxima histórica.
“Às vezes é um pequeno gatilho que leva investidores a realizar lucros ou até a voltar a comprar. Em momentos de máxima, qualquer informação nova pode acelerar movimentos de venda ou de retomada de compras”, diz Pascowitch.
Além disso, o ambiente político segue no radar do mercado. Propostas de controle de gastos públicos tendem a ter maior receptividade entre investidores.
Por outro lado, a piora do cenário fiscal segue como um dos principais pontos de atenção, com risco de pressão sobre inflação, juros e bolsa.
Em meio à volatilidade, o foco no longo prazo é fundamental.
“Para o investidor de longo prazo, o mais importante é seguir o planejamento, manter a estratégia e não reagir a cada oscilação de curto prazo”, complementa.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.