O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê votar o acordo de livre comércio entre Mercosul e Efta — bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça — na próxima quarta-feira (10). A tendência é que o texto avance sem resistências.
A inclusão do acordo comercial na pauta foi articulado junto a Hugo especialmente pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS).
Está prevista para terça-feira (9) a conclusão do debate sobre o acordo na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul — uma espécie de comissão mista que analisa temas do bloco —, o que abre caminho para a Câmara apreciar o assunto.
Recomendamos para você
Cidade no Paraná aposta em tecnologia para fortalecer a prevenção na saúde pública
Campo Mourão adota plataforma que incentiva hábitos saudáveis entre professores; ideia é que a e...
Publicado em 2026-06-08 08:36:38
Com Yamal, Espanha prevê trio recuperado para estreia na Copa do Mundo
Luis de la Fuente confia que Nico Williams e Víctor Muñoz também estarão aptos para o primeiro j...
Publicado em 2026-06-08 08:17:40
Lindbergh prevê condenação de Eduardo Bolsonaro e inclusão na lista da Interpol
Deputado petista reivindicou créditos pela ação e disse que busca inclusão de Flávio e Jair em ...
Publicado em 2026-06-08 07:22:52Havia temores de que o esvaziamento da Câmara para as festas juninas atrasasse a tramitação do acordo e colocasse em risco a votação ainda neste ano. Trad disse à CNN Brasil esperar que o Mercosul-Efta seja aprovado no Senado antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho.
Com a ratificação pelo Congresso Nacional, basta o aval dos parlamentos europeus para que o tratado passe a vigorar. Vale destacar que uma cláusula de “vigência bilateral”, incluída no acordo, permite que o livre comércio comece valer entre países que aprovarem os termos, sem necessidade de aceite por todo o bloco.
A cláusula pode driblar um possível impasse envolvendo a Suíça, cuja democracia traz instrumento que permite levar decisões do parlamento ao voto popular. Em 2021, o acordo comercial do país com a Indonésia acabou em referendo por meio desta ferramenta.
Os dois blocos se beneficiarão do tratado, concluído em julho de 2025, com melhorias no acesso aos mercados para mais de 97% de suas exportações. Juntos, Mercosul e Efta formam um mercado de 290 milhões de consumidores e um PIB, em 2024, de US$ 4,3 trilhões.