O quarto dia do julgamento da morte do menino Henry Borel foi marcado por um desentendimento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (28).
Segundo apuração da CNN Brasil no local, a juíza Elizabeth Machado Louro interrompeu a sessão após suspeitar que uma advogada que acompanhava o julgamento estaria observando anotações feitas pelos jurados.
A magistrada elevou o tom e mandou a mulher deixar o plenário imediatamente. Durante a discussão, afirmou que se sentiu desrespeitada pela “tal advogada”. A advogada é Selma Elizabeth Blum.
Recomendamos para você
Nego do Borel, Bil Araújo e ex de Preta Gil reagem em post de Olise
Celebridades comentaram em publicação do jogador após ele falar sobre o Brasil ...
Publicado em 2026-05-28 18:30:32
Advogada é retirada do plenário sob suspeita de observar anotações de jurados do caso Henry; ela nega
Mulher é retirada do plenário durante júri do caso Henry Raoni Alves/g1 Rio Uma advogada ...
Publicado em 2026-05-28 16:11:56
São João de Estância tem Henry Freitas, Taty Girl, Dorgival Dantas e mais: confira programação
...
Publicado em 2026-05-28 15:51:50Durante a confusão, integrantes da acusação afirmaram que haveria advogados da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior próximos ao júri.
Após o episódio, a juíza determinou a retirada da advogada e pediu a identificação formal dela.
Segundo relatos acompanhados pela CNN Brasil, houve gritaria e vaias na plateia durante a interrupção da sessão. Em meio à confusão, a magistrada afirmou: “A gente parece que não está no meio de gente, está no meio de bicho”, e ressaltou que a proibição de manifestações no plenário
A advogada negou qualquer irregularidade. Ela afirmou que não possui ligação com nenhuma das bancas do julgamento e disse que suas anotações poderiam ser verificadas. Segundo Selma, ela tirou recentemente a carteira da OAB e não estava “bisbilhotando” informações do júri.
Não há comprovação de que a advogada estivesse atuando como infiltrada ou tentando acessar informações sigilosas dos jurados.
Contexto do julgamento e acusações
Dr. Jairinho e Monique Medeiros são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Henry Borel, de 4 anos, morreu após sofrer 23 lesões no apartamento onde vivia com o casal na Barra da Tijuca.
A perícia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou como causa do óbito hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.
A acusação sustenta que o ex-médico foi o autor das agressões, enquanto a mãe teria sido omissa ao ter conhecimento de violências anteriores praticadas contra o filho.
As defesas negam os crimes: os advogados de Jairinho defendem a tese de morte acidental, enquanto a defesa de Monique afirma que ela vivia um relacionamento abusivo e desconhecia as agressões ao menino.
-
1 de 9
À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN
-
2 de 9
Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
-
3 de 9
Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
-
-
4 de 9
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
-
5 de 9
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
-
6 de 9
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte do filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
-
-
7 de 9
Prisão do ex-vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel • ESTADÃO CONTEÚDO
-
8 de 9
Ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro • Foto: PAULO CARNEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
-
9 de 9
Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil
-
Andamento do processo no Rio de Janeiro
O julgamento é presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro e conta com um Conselho de Sentença formado por sete jurados.
A estimativa da promotoria é que a sessão se estenda por um período de sete a dez dias devido à complexidade das acusações e ao número de testemunhas arroladas.
Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no tribunal.