Governo retirará subsídio da gasolina na próxima semana, diz Durigan
Ministro afirma que queda do preço internacional do petróleo reduz necessidade das medidas emergenciais adotadas durante conflito no Oriente Médio
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (1º) que o governo vai retirar na próxima semana a subvenção de R$ 0,44 por litro concedida para conter o preço da gasolina.
Segundo o ministro, apesar das incertezas provocadas pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o preço internacional do petróleo voltou a patamares próximos aos registrados antes da escalada do conflito, reduzindo a necessidade de manter as medidas emergenciais.
"O governo brasileiro, quando viu que os preços do petróleo subiram muito, com risco de desabastecimento, agiu rapidamente: colocamos subvenções. Da mesma forma que fui pronto para colocar as medidas de pé em razão dos consumidores, também estou sendo pronto em retirar", disse Durigan em entrevista à Record News.
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A primeira medida foi o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixou de valer nesta terça-feira.
Durigan explicou que a equipe econômica acompanha diariamente a evolução dos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno para definir quando os demais incentivos poderão ser encerrados.
A retirada dos subsídios ocorre após a redução das tensões no Oriente Médio, com o acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Com isso, o barril do petróleo tipo Brent voltou a ser negociado em torno de US$ 70, patamar semelhante ao observado antes do conflito.
Segundo o ministro, ainda permanecem em vigor duas subvenções: a da gasolina, que será retirada na próxima semana, e outra destinada ao diesel, de R$ 1,12 por litro.
"A guerra ainda traz alguma incerteza, mas, como estamos vendo os números caindo, o preço do petróleo também está caindo", afirmou.
Além da queda no preço internacional do petróleo, o governo argumenta que a retirada gradual dos subsídios também busca preservar as contas públicas.