O Master é um caso particular que envolve roubalheira. Mas os bancos, em geral, estão felizes com o governo Lula. O lucro dos bancos brasileiros subiu e alcançou a marca histórica de R$ 255 bilhões em 2025, novo recorde. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O Banco Master, de porte médio, causou um estrago gigantesco no sistema com suas falcatruas, e só de devolução num eventual acordo de delação premiada se fala em R$ 60 bilhões que Daniel Vorcaro poderia entregar. Hoje já sabemos que esse esquema do Master teve ligações próximas com a turma do PT, principalmente da Bahia. Lula ofereceu “chuva de picanha” para os pobres, mas no fundo seu governo gosta mesmo de ajudar ricaços.

O Master é um caso particular que envolve roubalheira. Mas os bancos, em geral, estão felizes com o governo Lula. O lucro dos bancos brasileiros subiu e alcançou a marca histórica de R$ 255 bilhões em 2025, novo recorde. Os números são do Banco Central. O aumento ocorreu em um ano no qual a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, subiu para 15% ao ano – o maior nível em quase 20 anos, e um dos mais altos do mundo em termos reais.

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O governo Lula expande gastos de forma irresponsável, eleva o endividamento público a patamares insustentáveis, fomenta dívida recorde das famílias, pressiona o preço dos bens e serviços, e tudo isso leva à necessidade de uma taxa de juros alta. Sem a cavalaria fiscal, sem estancar a sangria dos gastos públicos, o que resta é depender de “agiotas”. A culpa não é do “mercado”, mas do próprio governo.

No Brasil, uma reunião do governo com os representantes de Itaú e Bradesco já representa quase um encontro de cartel, uma vez que o próprio governo concentra cerca de metade do crédito no país

Com esse modelo lulista, o pobre fica mais pobre e o rico, mais rico. Em vez de picanha, os pobres leem no jornal como caldo de osso faz bem à saúde, ou que o ovo é um ótimo substituto da carne como proteína. Quem não tem cão caça como gato.

Criar pobreza é parte da estratégia de poder do PT. Quanto mais gente dependendo de esmolas estatais, melhor. Por isso nunca houve uma porta de saída para os programas assistencialistas, e os petistas sempre comemoraram mais e mais gente vivendo as migalhas estatais. É o velho voto de cabresto, e Lula, em ato de sincericídio similar ao que o levou a afirmar aos jovens que não encontrarão nele um político honesto, já revelou que quando o cidadão ganha um pouco mais e estuda mais deixa de votar no PT.

Por outro lado, é preciso criar dependência dos mais ricos também. Competir no livre mercado é sempre um enorme desafio, e as empresas grandes já estabelecidas adorariam mecanismos que impedissem essa concorrência. Subsídios do BNDES, barreiras protecionistas, isenções fiscais, compras do governo, esquemas com estatais e recursos de fundos de pensão: tudo isso ajuda a criar reservas de mercado e beneficiar os “amigos do rei”. Setores cartelizados adoram governos intervencionistas!

Segundo dados da Febraban, existem pouco mais de cem instituições financeiras no Brasil. O sistema bancário brasileiro, porém, é altamente concentrado: os maiores (como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Nubank) dominam a maior parte dos ativos e clientes, enquanto há muitos bancos menores e digitais. Desses maiores, dois são estatais.

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Nos Estados Unidos, existem 4.278 instituições financeiras seguradas pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) no 1º trimestre de 2026. São quase quatro mil bancos comerciais. O setor é muito mais fragmentado nos Estados Unidos, onde há bem mais competição. São milhares de bancos pequenos e regionais (community banks), além dos gigantes como JPMorgan Chase, Bank ofAmerica, Wells Fargo, Citibank etc. Detalhe: o Bank of America, apesar do nome, não é estatal. Nenhum desses bancos grandes pertence ao Estado!

No Brasil, uma reunião do governo com os representantes de Itaú e Bradesco já representa quase um encontro de cartel, uma vez que o próprio governo concentra cerca de metade do crédito no país. É muito poder e dinheiro em pouca gente. Em vez de livre mercado, o que temos é um capitalismo de Estado, como na China. Agora ficou mais fácil entender porque temos essa aparente aberração de banqueiros socialistas, que fazem o L, não é mesmo?

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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