A indústria brasileira de frutas busca ampliar a presença no mercado internacional com a abertura de novos destinos e a diversificação das exportações.

O movimento reúne produtores, empresas e entidades do setor durante a Fruit Attraction Madrid, uma das principais feiras internacionais de frutas e hortaliças, realizada de 6 a 8 de outubro, na Espanha.

A participação de exportadores brasileiros ocorre por meio do Frutas do Brasil, projeto de internacionalização da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), em parceria com a ApexBrasil.

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Para Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, acompanhar de perto as exigências dos compradores é fundamental para ampliar a participação brasileira no comércio internacional. Segundo ele, além da qualidade, os consumidores e importadores estão cada vez mais atentos à origem dos alimentos e às práticas adotadas durante a produção.

“A qualidade da fruta continua sendo essencial, mas hoje o comprador também quer conhecer a origem do produto, como ele foi produzido e quais práticas estão envolvidas em toda a cadeia. A Fruit Attraction é uma oportunidade importante para entender essas mudanças e aproximar o Brasil dos mercados que buscam nossa produção”, afirma.

China no radar

A abertura de novos mercados é uma das principais estratégias do setor. Segundo Promicia, o Brasil conseguiu neste ano autorização para exportar manga e uva para a China e já trabalha para ampliar o número de frutas autorizadas.

“O nosso papel aqui agora é tentar achar uma logística e uma qualidade dessa fruta que chegue nesses países mais distantes com a mesma qualidade que a gente coloca aqui na Europa”, afirma.

O próximo produto na lista, segundo ele, é o limão.

Além da China, os Estados Unidos também estão entre os mercados estratégicos para o setor, com negociações para ampliar o número de frutas brasileiras autorizadas a entrar no país.

Feira aproxima empresas de compradores

Para empresas exportadoras, as feiras internacionais também funcionam como uma plataforma para acompanhar mudanças no comportamento do consumidor e estreitar relações comerciais.

É o caso da UGBT, empresa fundada em 2004 e que iniciou as exportações em 2006. De acordo com o diretor de Comércio Exterior, Frederico Tavares, a companhia participa de feiras internacionais desde 2002 como uma forma de entender as demandas dos clientes e antecipar tendências.

Segundo ele, esses eventos permitem acompanhar novidades em embalagens, produtos e hábitos de consumo, além de concentrar reuniões com compradores de diferentes países em uma única viagem.

Atualmente, a empresa mantém negócios com mercados como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Portugal e Espanha e trabalha para ampliar a presença na Itália. “Tivemos uma reunião muito produtiva para a abertura deste mercado”, diz Tavares.

Frutas tropicais ganham espaço

Tavares destaca ainda uma mudança no perfil dos consumidores europeus, especialmente entre os mais jovens, que demonstram maior interesse por uma alimentação considerada saudável.

Nesse cenário, frutas tropicais brasileiras, como manga e mamão, encontram espaço por atender à demanda por alimentos frescos e associados a hábitos de vida saudáveis.

Para a Abrafrutas, ampliar o consumo nos mercados já conquistados é tão importante quanto abrir novos destinos.

“Um dos grandes trabalhos da Abrafrutas, juntamente com a Apex, é buscar novos mercados, promover novos mercados e promover mercados já abertos”, afirma Promicia.

Segundo ele, o desafio é fazer com que a fruta brasileira chegue a destinos mais distantes mantendo a mesma qualidade observada nos mercados europeus.

“Nosso papel é trabalhar, buscar parcerias nesses países para que a gente abra esses mercados e cada vez mais a nossa fruta chegue para o mundo inteiro”, afirma.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/frutas-brasileiras-buscam-novos-mercados-e-consumidores-na-europa/