A Ford deu início ao processo de registro de uma patente nos Estados Unidos que pretende transformar a forma como os automóveis lidam com riscos de segurança em locais públicos.
O projeto, submetido ao USPTO (United States Patent and Trademark Office, ou Órgão de Patentes e Marcas dos EUA), detalha um sistema de proteção ativa capaz de permitir que um veículo estacionado monitore o ambiente ao redor e tome decisões autônomas para evitar furtos ou atos de vandalismo.
A tecnologia toma como base a leitura contínua de sensores para detectar as chamadas “atividades suspeitas”. Caso o automóvel identifique comportamentos como pessoas olhando repetidamente pelos vidros, outros veículos circulando de maneira incomum ao redor ou até mesmo a situação em que o carro fica isolado em um estacionamento antes movimentado, o sistema pode acionar a condução autônoma para mudar o veículo de lugar de forma independente.
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Publicado em 2026-10-26 18:38:09Proteção de componentes e carga
Além do deslocamento preventivo, a patente descreve manobras estratégicas para proteger partes específicas do automóvel. Para dificultar a remoção não autorizada das rodas, um dos crimes mais frequentes em áreas urbanas, o veículo pode optar por estacionar sobre superfícies inclinadas ou irregulares, complicando o uso de macacos hidráulicos. Modelos equipados com suspensão a ar também poderiam rebaixar a carroceria ao nível mínimo para proteger componentes da parte inferior, como o catalisador.
O sistema contempla ainda o bloqueio físico de compartimentos de carga. Após a saída dos ocupantes, o automóvel pode manobrar e alinhar a traseira rente a paredes ou obstáculos rígidos, impedindo a abertura do porta-malas, da caçamba ou o acesso a conjuntos ópticos e lanternas de alto valor.
Orientação ao motorista e viabilidade
Para cenários em que a condução 100% autônoma não esteja ativa ou disponível, a aplicação prevê um modo assistido. Nessa função, o painel do veículo indica ao motorista a melhor posição ou orientação na vaga antes do desligamento do motor, visando reduzir o risco de abordagens suspeitas.
Por se tratar do registro de um conceito em órgão de patentes, a Ford não definiu prazos nem confirmou se a tecnologia será implementada em modelos de produção comercial.
A iniciativa reflete a busca das montadoras por novos usos das plataformas de conectividade e direção autônoma, agora voltando a aplicação à segurança patrimonial dos proprietários.