Forças do Afeganistão matam 28 combatentes vindos do Paquistão
Ministério da Defesa afegão informou que grupo incluía militantes do Estado Islâmico e que outros 32 combatentes ficaram feridos nos disparos
O Ministério da Defesa do Afeganistão informou neste domingo (27) que suas forças mataram 28 combatentes e feriram 32 na província oriental de Nuristão, depois que um grupo, que incluía militantes do Estado Islâmico, cruzou a fronteira vindo do Paquistão.
Segundo o ministério, milícias paquistanesas apoiaram os combatentes e a maioria deles eram ex-membros das forças de segurança do governo afegão.
O Ministério da Informação do Paquistão rejeitou as alegações, descrevendo-as em uma publicação no X como "frívolas, infundadas e desprovidas de qualquer verdade".
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Publicado em 2026-09-25 17:46:28Na mesma publicação, negou que suas forças de segurança ou agências de inteligência estivessem envolvidas em confrontos em Nuristão, que tivessem recrutado ou treinado ex-membros das forças de segurança afegãs ou que tivessem facilitado as atividades do Estado Islâmico ou de outros grupos militantes no Afeganistão.
A alegação de Cabul de que a inteligência paquistanesa treinou e enviou ex-membros das forças de segurança afegãs através da fronteira é uma acusação direta de envolvimento estatal em uma incursão armada. Isso ocorre menos de uma semana depois de o Paquistão ter lançado ataques aéreos dentro do Afeganistão, alegando que tinham como alvo militantes.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a versão do ministério nem os números de vítimas.
O Paquistão acusou repetidamente o Afeganistão de abrigar combatentes que atacam seu território, acusação que Cabul nega.
O Ministério da Defesa do Afeganistão afirmou que o grupo cruzou a fronteira para Kamdesh, um distrito de Nuristão próximo à fronteira com o Paquistão, no sábado (26), com a intenção de realizar ataques. As forças afegãs lançaram uma operação e os combatentes sobreviventes fugiram de volta para o outro lado da fronteira, em direção às posições das milícias paquistanesas, segundo o ministério.
O ministério alegou que militares e milícias paquistanesas haviam coordenado ações com os combatentes, mas se retiraram quando os confrontos começaram. O ministério também acusou a inteligência paquistanesa de levar ex-membros das forças de segurança afegãs para o Paquistão sob o pretexto de oferecer-lhes assistência, treiná-los e enviá-los em direção a Nuristão.
O Ministério da Informação do Paquistão afirmou que o Afeganistão não apresentou provas do envolvimento paquistanês. Contestou um vídeo que circula nas redes sociais, alegando que este estaria sendo usado para sustentar as acusações, e classificou as imagens como encenadas.
A Reuters não conseguiu verificar o vídeo de forma independente.
O caso ocorre após ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão em 21 de setembro, que, segundo Islamabad, mataram 28 militantes. Autoridades afegãs afirmaram que civis foram mortos, e a missão da ONU no Afeganistão confirmou três mortes de civis.