O relatório Focus divulgado nesta terça-feira (13) pelo BC (Banco Central) elevou pela 4ª semana consecutiva a estimativa para a inflação brasileira deste ano.
Nesta semana, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apresentou alta de 0,21 p.p. (ponto percentual) em sua projeção, em relação à divulgação anterior, ficando em 5,22%.
Para os próximos dois anos, a expectativa se manteve em 4,30% para 2027, similar a da semana passada, e apresentou leve queda para 2028, indo para 3,79%.
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Publicado em 2026-10-13 14:24:16Enquanto isso, a taxa básica de juros registrou queda de 0,25 p.p, com estimativa de 13,25% para encerrar o ano.
Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC em setembro, o grupo voltou a cortar a Selic em 0,25 p.p., deixando a taxa no percentual atual de 13,75%.
Após o comunicado divulgado pela entidade do BC, o mercado também passou a ver uma possível mudança de direção nos juros em dezembro com o cenário eleitoral em destaque.
Segundo o economista-chefe da Quantita, Ivo Chermont, o último mês de 2026 seria o momento mais propício para uma eventual aceleração de cortes.
A reunião de novembro ocerrerá logo após o segundo turno das eleições, deixando tempo insuficiente para que os efeitos do resultado eleitoral se reflitam nos indicadores econômicos.
“Para a reunião de dezembro já é bastante tempo. A gente já vai ter muito mais informação do que o novo presidente pretende fazer”, disse ele.
Para os próximos anos, a taxa se manteve em 12% para 2027 e 10,50% para 2028.
Além da Selic, o câmbio também passou a apresentar queda nesta semana. De acordo com o relatório a moeda passou de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para os próximos dois anos o câmbio caiu para R$ 5,26 em 2027, e se manteve em R$ 5,30 em 2028.
Enquanto isso, o PIB (Produto Interno Bruto) permaneceu pela 1ª semana seguida em 1,85% para encerrar o ano. Para 2027 e 2028, a projeção do cresciemnto interno do país se manteve em 1,40% e cresceu para 1,83%, respectivamente.