A Rede Mater Dei registrou lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões no segundo trimestre, alta de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita também avançou, para R$ 614 milhões, crescimento de aproximadamente 12% na comparação anual.
Em entrevista, o presidente da companhia, José Henrique Salvador, avaliou positivamente o resultado e destacou a capacidade da rede de ampliar as margens à medida que cresce. Segundo ele, as sinergias geradas pela integração das unidades adquiridas em um período de expansão inorgânica contribuíram para o desempenho.
A diferença entre o crescimento do lucro e o da receita, de acordo com Salvador, está principalmente relacionada à diluição de custos e despesas administrativas. Como a estrutura da companhia já está montada, o aumento das receitas permite diluir esses gastos e melhorar o resultado final.
Recomendamos para você
Ipac inicia processo para reconhecer Matrizes Tradicionais do Forró como patrimônio imaterial da Bahia
Imagem de arquivo mostra sanfoneiros no São João do Recife Andrea Rego Barros/Divulgação...
Publicado em 2026-08-13 21:31:43
Mato Grosso é o estado com mais focos de calor registrados no país em 2026
Focos de calor em MT Comitê do Fogo Mato Grosso lidera o número de focos de calor — entr...
Publicado em 2026-08-13 19:00:38
Sine oferece 325 vagas de emprego com salários de até R$ 7,4 mil em Cuiabá; veja oportunidades
Carteira de Trabalho Digital Gil Leonardi/Imprensa O Sistema Nacional de Emprego (Sine) ofer...
Publicado em 2026-08-13 17:39:30O executivo também citou ganhos de eficiência tributária como fator que contribuiu para o lucro recorde do período.
Crescimento orgânico é prioridade
Em meio ao cenário de juros elevados no Brasil, a Mater Dei prioriza neste momento o crescimento orgânico, que exige menos capital. A estratégia envolve a atração de equipes médicas, novas parcerias e investimentos nas unidades já existentes.
A companhia, porém, não descarta novas aquisições. Segundo Salvador, a rede permanece atenta a oportunidades de compra de empresas e hospitais, especialmente em praças consideradas estratégicas. O nível de endividamento, de 1,5 vez a dívida líquida sobre o Ebitda, é considerado confortável pela empresa.
Ocupação de leitos e perspectivas
A taxa de ocupação dos leitos chegou a 83,9% no trimestre, dentro do intervalo de 80% a 85% considerado ideal pela companhia. Segundo Salvador, níveis acima desse patamar podem comprometer a qualidade do atendimento e o giro dos leitos.
Para o segundo semestre, o executivo mantém uma perspectiva positiva, apesar das incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e a possíveis conflitos. Ele destacou que o terceiro trimestre costuma ter mais dias úteis, o que tende a favorecer as receitas, e afirmou estar otimista com as perspectivas para o setor de saúde e, especialmente, para a Mater Dei.