Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP O procurador-geral da Flórida processou nesta segunda-feira (1º) a OpenAI e seu CEO, Sam Altman. A alegação é de que eles colocaram usuários mais jovens em risco ao torná-los dependentes e promoverem comportamentos nocivos por meio do chatbot ChatGPT. O procurador James Uthmeier acusou a OpenAI de não implementar regras para verificar a idade dos usuários. "Hoje anunciamos que recentemente apresentamos uma ação civil monumental contra Sam Altman e o ChatGPT por colocarem nossas crianças em perigo e enganarem os pais, fazendo-os acreditar que se trata de um aplicativo seguro para uso; claramente não é", declarou Uthmeier em uma coletiva de imprensa. "Sabemos que o ChatGPT pode ser viciante. Ele imita a empatia e características humanas para enganar os usuários e fazê-los fornecer mais informações", acrescentou Uthmeier. Agora no g1 A OpenAI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da AFP. Na ação judicial, analisada pela AFP, Uthmeier cita um estudo recente da Universidade Drexel que aponta perda de sono, pior desempenho escolar e redução das interações sociais entre adolescentes que utilizam chatbots da Character.AI, concorrente da OpenAI, para conversar. A ação afirma que, "apesar do conhecimento público sobre o uso do ChatGPT por menores de idade, incluindo pré-adolescentes, os réus não tomaram medidas para impedir sua utilização". Acrescenta que "a versão gratuita do ChatGPT não possui qualquer mecanismo de controle ou verificação de idade". E que, embora a versão paga solicite nominalmente a idade dos usuários, "não existem mecanismos de verificação (...) nem qualquer possibilidade de informar os pais sobre as conversas mantidas por menores com o ChatGPT". Em janeiro, a startup da Califórnia introduziu um sistema que estima a idade dos usuários. Caso identifique um menor de idade, aplica medidas adicionais de proteção. O uso do ChatGPT é proibido para crianças menores de 13 anos e exige consentimento dos pais para usuários entre 13 e 17 anos. Uthmeier também citou um relatório do Centro para Combater o Ódio Digital (CCDH, na sigla em inglês), que manteve diversas conversas com o ChatGPT se passando por um adolescente. Segundo o relatório, o chatbot forneceu conselhos sobre como esconder hábitos alimentares e sobre como planejar um suicídio ou praticar automutilação. "Acreditamos que a OpenAI, seu ChatGPT e Sam Altman, pessoalmente, são responsáveis por um valor que pode potencialmente chegar a bilhões de dólares."
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