Finlândia adere ao escudo nuclear da França
Movimentação acontece em meio às implicações de segurança da guerra da Ucrânia e para "ajudar a prevenir uma escalada", afirmou o presidente finlandês, Alexander Stubb
A Finlândia aderiu à iniciativa da França de ampliar o alcance de sua dissuasão nuclear por meio da colaboração com países europeus parceiros, informaram os líderes de ambas as nações nesta segunda-feira (14).
Em resposta às preocupações manifestadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o compromisso de segurança dos Estados Unidos com a Europa e às implicações de segurança da guerra na Ucrânia, a França anunciou, em março, a Iniciativa de Dissuasão Nuclear Avançada.
"A iniciativa visa, antes de tudo, fortalecer a segurança europeia. Ela reforça a responsabilidade da Europa por sua própria defesa e ajuda a prevenir uma escalada", afirmou o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, em uma publicação na rede social X.
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Publicado em 2026-09-13 11:00:59"A natureza exata da cooperação ficará mais clara nas etapas posteriores do processo", disse Stubb mais tarde a jornalistas em uma coletiva de imprensa em Helsinque, acrescentando que cada participante decidiria como deseja participar.
Ele afirmou que a iniciativa foi amplamente discutida com os Estados Unidos e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
No âmbito da iniciativa, apenas o presidente francês tem autoridade para decidir quando armas nucleares serão utilizadas, ao contrário da Otan, que possui um Grupo de Planejamento Nuclear compartilhado.
No entanto, a iniciativa prevê exercícios conjuntos, a possível mobilização de curto prazo de meios com capacidade nuclear em território aliado e consultas mais aprofundadas.
O ministro da Defesa da Finlândia, Antti Häkkänen, disse em um comunicado separado que o acordo era um "passo natural", seguindo o exemplo de outros países nórdicos — como Noruega, Suécia e Dinamarca — que aderiram à iniciativa no início do ano. Ao todo, 10 países participam, incluindo a Finlândia.
Stubb afirmou que o programa não substitui a dissuasão nuclear da Otan e que a Finlândia não pretende permitir o estacionamento de armas nucleares em seu território em tempos de paz.