Moradores do bairro Tapanã, em Belém, continuam sem receber o auxílio emergencial prometido pela prefeitura após as fortes enchentes ocorridas em abril deste ano.
O decreto de emergência de 19 de abril previa benefício de 1 salário mínimo para até 3.000 famílias, mas os moradores relatam que a ajuda não chegou.
Vítimas como Marlene Gemaque e Fabiano Rodrigues realizaram cadastros com a Defesa Civil, mas seguem desamparadas e convivendo com graves prejuízos estruturais e de saúde.
Recomendamos para você
Homem é morto a tiros após ter casa invadida no Segundo Distrito de Rio Branco
Homem morreu após ter casa invadida em Rio Branco Reprodução Geysson Ferreira de Paiva, d...
Publicado em 2026-06-01 14:49:34PRF apreende 42 kg de cocaína em Marabá, no PA, após abordagem a carro na BR-230
Mais de 40 kg de cocaína são apreendidos pela PRF em Marabá, no Pará Mais de 40 quilos de co...
Publicado em 2026-06-01 14:48:57
Guarda Municipal de Garanhuns morre após acidente entre motocicleta e caminhonete na BR-423, em Jupi
Motocicleta atingida por caminhonete em acidente na BR-423 Reprodução/PRF O subinspetor da...
Publicado em 2026-06-01 14:42:50As chuvas e os alagamentos que atingem Belém têm deixado prejuízos profundos para moradores de áreas periféricas, especialmente no Tapanã, onde famílias relatam que continuam sem receber o auxílio emergencial prometido após a enchente de abril.
Em ruas como a passagem Fé em Deus e a passagem Olho D’Água, moradores dizem que perderam móveis, eletrodomésticos e até condições básicas de moradia.
A Prefeitura de Belém decretou estado de emergência em 19 de abril por causa da chuva considerada a maior em 10 anos na capital. O decreto previa facilitar o uso de recursos para ações emergenciais e pedir apoio aos governos estadual e federal.
Em abril, também foi criado um programa emergencial de transferência de renda para até 3 mil famílias, com benefício de até um salário mínimo, mas moradores do Tapanã afirmam que, até o momento, a ajuda não chegou.
A reportagem solicitou posicionamento da prefeitura, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta matéria.
Na casa de Marlene Gemaque, a água invadiu tudo. Sofá, fogão, máquina de lavar, guarda-roupa e outros móveis foram danificados, e rachaduras surgiram nas paredes depois da enxurrada.
Autônoma, ela afirma que chegou a fazer mais de 10 cadastros em diferentes pontos, recebeu visitas técnicas, mas ainda não viu o benefício chegar. “No momento não dá pra comprar nada”, resumiu.
Outra moradora afetada é Maria Isabel Pereira, que cria sozinha os dois netos, de 10 e 12 anos, em um espaço improvisado com duas camas e a cozinha reduzida ao que sobrou após o alagamento.
O teto baixo, quente e com goteiras mostra a precariedade da estrutura, enquanto bacias espalhadas pela casa tentam conter a água da chuva. Ela também afirma que foi informada sobre um possível cheque moradia, mas aguarda resposta até agora.
O drama se repete em outras casas da região. A moradora cadeirante Cheulri Pamplona contou que precisou abandonar a própria residência depois de contrair erisipela por causa da água suja e hoje vive de favor com uma vizinha.
Já o autônomo Fabiano Rodrigues afirma que a família foi cadastrada pela Defesa Civil e pela Fundação Papa João XXIII (Funpapa), registrou boletim de ocorrência e segue sem retorno.
“Cadê esse auxílio?”, questiona.