O EB (Exército Brasileiro) realizou uma campanha de pré-qualificação de drones “kamikaze” e lançadores de munição antes de eventuais aquisições pela Força.
A atividade ocorreu entre os dias 22 de junho e 3 de julho, no Rio de Janeiro, sob coordenação da DF (Diretoria de Fabricação) e com apoio do CAEx (Centro de Avaliações do Exército). O objetivo foi avaliar a segurança, a capacidade e o desempenho de sistemas disponíveis na BID (Base Industrial de Defesa).
Segundo o Exército, 84 sistemas de drones foram inicialmente submetidos por empresas ao processo. Desse total, 32 foram habilitados para a fase de testes práticos.
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Publicado em 2026-07-06 13:51:48Entre os equipamentos testados estão os DLMs (Drones Lançadores de Munição), capazes de transportar e liberar cargas sobre alvos, e os SMRPs (Sistemas de Munições Remotamente Pilotadas), categoria que inclui drones do tipo “kamikaze” e “loitering”. Nesses casos, o próprio equipamento é empregado contra o alvo.
A pré-qualificação foi dividida em três etapas. Na primeira, foram avaliados segurança, controle e estabilidade dos sistemas em voos curtos. Na segunda, os drones tiveram de demonstrar capacidade de cumprir a função prevista, com uso de munições inertes. Na terceira, houve demonstração com munições reais para medir o desempenho dos sistemas.
O general de brigada Vasconcellos, chefe da DF (Diretoria de Fabricação), afirmou que o Exército precisa acompanhar as mudanças tecnológicas no campo militar.
“Temos que estar sempre preparados e, nesse preparo, temos que identificar quais são as evoluções da arte da guerra. É por isso que o Exército está mantendo a vanguarda em ciência e tecnologia, precisamos avançar nessa temática”, disse.
A iniciativa faz parte do esforço do Exército para ampliar o conhecimento sobre tecnologias de drones disponíveis no mercado nacional e aproximar a demanda operacional da Força da capacidade produtiva da indústria de defesa. A partir dos resultados da pré-qualificação, a intenção do Exército é avançar em parcerias com empresas da BID que tenham soluções qualificadas. O objetivo é aperfeiçoar os sistemas, submetê-los a novos testes e, após eventual aprovação, abrir caminho para possíveis aquisições pela Força.
O avanço dos drones no campo de batalha se tornou uma das principais transformações recentes da guerra moderna. Conflitos como o da Ucrânia aceleraram o uso de equipamentos não tripulados para vigilância, reconhecimento, lançamento de munições e ataques de precisão, ao mesmo tempo em que ampliaram a demanda por sistemas anti-drone, guerra eletrônica e meios de detecção e neutralização. Nesse cenário, Forças Armadas de diferentes países passaram a tratar drones e contramedidas como capacidades centrais, e não mais apenas complementares, para operações terrestres, defesa de posições e proteção de tropas.