EUA lançam novos ataques contra o Irã; entenda
Ações retaliatórias ocorrem após promessa de Donald Trump de retomar investidas contra o país
Os Estados Unidos começaram a realizar ataques contra múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo, informou o Comando Central dos EUA, depois que o presidente Donald Trump prometeu retomar os ataques ao país.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também afirmou que os EUA bombardeariam “instalações-chave” no Irã. Mais cedo, na quarta-feira, Washington e Teerã trocaram ataques após o Irã abater um helicóptero Apache dos EUA.
Veja o que sabemos sobre os ataques:
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Publicado em 2026-06-10 20:32:58- O Comando Central dos EUA enquadrou os ataques mais recentes como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. A mídia oficial iraniana relatou ataques em locais próximos a Minab e Sirik, regiões no sul do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz. Enquanto isso, Hegseth evitou responder se atacar infraestrutura civil constituiria um crime de guerra.
- O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que as ameaças dos EUA de atingir infraestrutura crítica, incluindo setores de transporte, eletricidade e água, são um sinal de fraqueza, e não de força. Oficiais militares iranianos também demonstraram pouca preocupação com os comentários mais recentes de Trump.
- Trump, hoje, também expressou frustração com o ritmo das negociações para alcançar um acordo de paz. Ele afirmou que o Irã “pagará o preço” por ter “demorado demais para negociar um acordo” e que tudo o que o Irã precisa fazer é “começar a assinar um papel”.
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Uma delegação do Catar chegou a Teerã para conversas sobre esforços diplomáticos relacionados ao conflito com os Estados Unidos, segundo a emissora estatal iraniana IRIB. De acordo com uma fonte diplomática, os negociadores ainda estavam no país quando os EUA lançaram novos ataques.
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O presidente dos EUA Donald Trump anunciou que, no mês passado, determinou às Forças Armadas americanas que executassem uma “missão secreta” para dar apoio a petroleiros e navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Ele afirmou que mais de 200 embarcações comerciais atravessaram a hidrovia durante esse período.
- As tensões entre Washington e Teerã aumentaram a instabilidade nos mercados. O petróleo Brent subiu 1,8% na quarta-feira (10), chegando a US$ 91,10 por barril. O S&P 500 e o Nasdaq caíram 4,5% e 7,1%, respectivamente, desde que atingiram recordes em 2 de junho. O Dow Jones caiu cerca de 3,2% desde seu último recorde em 4 de junho.
- Enquanto isso, o chefe de direitos humanos da ONU enviará investigadores para “coletar provas” sobre “supostas violações de direitos” no Líbano, mais de três meses após o conflito entre as forças israelenses e o Hezbollah.
- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também exortou o povo do Líbano a “tomar o controle do seu futuro” e construir um país livre da influência do Hezbollah, em uma mensagem gravada.