Os Estados Unidos assinaram um acordo de mais de US$ 3 bilhões com a LMT.N (Lockheed Martin) e a NOC.N (Northrop Grumman) para ampliar a produção de componentes dos mísseis interceptadores Patriot e THAAD, enquanto os conflitos no Irã e na Ucrânia pressionam os estoques de armamentos.

O acordo, anunciado pelo Pentágono e pela Northrop na segunda-feira (3), ocorre após o anúncio, na semana passada, de um contrato com a Lockheed no valor de até US$ 58,6 bilhões para a produção de mísseis interceptadores Patriot.

Os Estados Unidos têm fornecido grandes quantidades de armas a seus aliados e também utilizado munições no conflito com o Irã, aumentando as preocupações sobre os estoques de armas de defesa aérea e de armamentos guiados por precisão.

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O Pentágono afirmou em comunicado na segunda-feira que o acordo-quadro permitirá triplicar a produção de mísseis Patriot e quadruplicar a produção dos sistemas THAAD, sistema de defesa antimísseis dos EUA que pode atacar e destruir mísseis balísticos de curto, médio e intermediário alcance, dentro ou fora da atmosfera.

O CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais), um centro de pesquisa sediado em Washington, estimou recentemente que as Forças Armadas dos EUA possuem menos de 1.000 interceptadores Patriot disponíveis e menos de 250 interceptadores THAAD, dois sistemas fundamentais de defesa aérea. Ambos têm sido amplamente utilizados no Oriente Médio.

Negociadores do Pentágono pressionaram os fabricantes a acelerar a produção, com acordos preliminares firmados no início deste ano para aumentar a fabricação de mísseis.

A Ucrânia enfrenta uma escassez crônica de mísseis Patriot, que continuam sendo a única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

O Pentágono informou que o acordo estabelecerá uma segunda fonte de produção para os motores de foguete sólido do PAC-3 e aumentará a fabricação de dispositivos de segurança para ignição.

Os Estados Unidos também firmaram um acordo-quadro semelhante com a RTX.N (RTX), empresa controladora da Raytheon, para aumentar a produção de mísseis de cruzeiro Tomahawk, passando da atual taxa de cerca de 60 unidades por ano destinadas aos EUA para uma produção futura de 1.000 unidades anuais.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-investem-us-3-bilhoes-para-triplicar-producao-de-patriot/