Os Estados Unidos publicaram nesta quarta-feira (27) a implementação formal de partes do acordo comercial e de investimentos firmado com Taiwan, detalhando reduções tarifárias para produtos da ilha e novos incentivos ligados à cadeia de semicondutores e à indústria americana.
O aviso, que será publicado na quinta-feira (28) no Federal Register, o diário oficial dos EUA, oficializa mudanças nas tarifas aplicadas a determinados produtos taiwaneses, incluindo autopeças, madeira e derivados. O texto também elimina tarifas derivadas sobre componentes aeronáuticos civis produzidos em Taiwan.
As medidas fazem parte do memorando de entendimento (MOU, em inglês) assinado em janeiro entre representantes dos EUA e de Taiwan, que entrará em vigor imediatamente. O acordo comercial mais amplo firmado em fevereiro, contudo, ainda não tem data para ser implementado.
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Publicado em 2026-05-27 17:44:16O documento detalha que empresas taiwanesas deverão realizar US$ 250 bilhões em novos investimentos diretos nos EUA voltados a semicondutores, energia e inteligência artificial (IA). Além disso, Taiwan fornecerá garantias de crédito para apoiar até US$ 250 bilhões em financiamento corporativo ligado à expansão industrial americana, totalizando até US$ 500 bilhões em investimentos nos EUA.
Segundo o governo americano, os investidores devem ajudar a fortalecer a cadeia doméstica de chips e reduzir riscos de fornecimento para setores como a indústria automotiva. O texto afirma ainda que o aumento da capacidade produtiva nos EUA deverá elevar a demanda doméstica por aço, alumínio, cobre e produtos de madeira.
Os anúncios anteriores já haviam indicado que as tarifas sobre produtos taiwaneses cairiam de 20% para 15%, em linha com acordos semelhantes fechados pelos EUA com Japão e Coreia do Sul. O novo aviso estabelece agora que as alterações tarifárias terão efeito retroativo para produtos importados desde 1º de maio de 2026.
O documento também reforça a aproximação econômica entre Washington e Taipé em setores considerados estratégicos pelos EUA, como semicondutores, telecomunicações, defesa e biotecnologia, em meio aos esforços americanos para reduzir a dependência de cadeias produtivas ligadas à China.