Forças americanas bombardearam instalações militares no Estreito de Ormuz. A ação visava neutralizar ameaças ao tráfego marítimo comercial e às tropas na região.
Durante a operação, militares dos Estados Unidos interceptaram drones iranianos. Paralelamente, explosões foram registradas na cidade portuária de Bandar Abbas.
O governo do Irã acusou Washington de violar o cessar-fogo vigente. Apesar do ataque, Teerã considera improvável uma retomada imediata dos combates diretos.
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EUA realizam novos ataques contra instalações militares do Irã
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Publicado em 2026-05-27 20:25:41As duas nações disputam o controle de rotas comerciais estratégicas de petróleo. Atualmente, o Estreito de Ormuz segue bloqueado em meio a negociações travadas.
Os Estados Unidos fizeram novos ataques contra o Irã, afirmou a agência Reuters nesta quarta-feira (27). As informações foram confirmadas por uma autoridade americana.
Segundo a Reuters, militares dos EUA bombardearam uma instalação militar que autoridades americanas acreditavam representar ameaça a tropas do país e ao tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz.
A autoridade, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que forças americanas interceptaram e derrubaram vários drones iranianos considerados uma ameaça semelhante.
Mais cedo, a imprensa estatal iraniana informou que explosões foram ouvidas na região da cidade portuária de Bandar Abbas. Segundo a agência Fars News, sistemas de defesa aérea ficaram ativos por vários minutos.
A mesma região já havia sido alvo de bombardeios na madrugada de terça-feira (26). Na ocasião, militares americanos afirmaram ter atacado locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, instalavam minas subaquáticas.
A operação levou o Irã a acusar os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo em vigor desde 7 de abril. Atualmente, os dois países negociam um tratado de paz para encerrar a guerra de forma definitiva.
Retomada da guerra
Também nesta quarta, o governo iraniano disse considerar improvável uma retomada da guerra contra os Estados Unidos. A Guarda Revolucionária afirmou que a “fraqueza” dos adversários reduz a chance de novos confrontos.
O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A guerra se espalhou rapidamente por diferentes frentes, afetando toda a região e provocando uma crise no mercado global de energia.
Irã e Estados Unidos trocam acusações há semanas enquanto negociam um acordo mediado pelo Paquistão.
Em comunicado divulgado nesta quarta, o Ministério da Inteligência do Irã afirmou que os Estados Unidos e Israel continuam tentando derrubar a República Islâmica e fragmentar o país.
Por enquanto, nenhuma das partes demonstra disposição para ceder nos principais pontos das negociações, entre eles o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.