EUA dizem ter interceptado mísseis iranianos direcionados ao Kuwait

Ataque mirava tropas americanas no país, mas não houve feridos; Teerã diz ter respondido a ação de Wshington em seu território

Da Reuters

As forças americanas interceptaram dois mísseis balísticos do Irã que tinham como alvo forças americanas baseadas no Kuwait no final do domingo (31), informou o Exército dos Estados Unidos nesta segunda-feira (1º), acrescentando que nenhum militar americano ficou ferido.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana afirmou, também nesta segunda-feira, ter atacado uma base aérea usada pelos EUA em resposta a um ataque americano no sul do Irã.

O Kuwait não identificou a base, mas ativou suas defesas aéreas nesta segunda-feira e denunciou os ataques iranianos com mísseis e drones, que, segundo o país, prejudicam os esforços para reduzir as tensões na região.

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As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado, no fim de semana, defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones que representavam uma ameaça para navios, após "ações agressivas do Irã", incluindo o abate de um drone americano em águas internacionais.

Nenhum militar americano ficou ferido, segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA). O Comando também afirmou que "continuará protegendo ativos e interesses dos Estados Unidos em resposta à agressão iraniana considerada injustificada durante o atual cessar-fogo."

Após o comunicado do CENTCOM nesta segunda-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerã realmente deseja fechar um acordo com Washington e que isso seria benéfico para Washington e seus aliados.

"O Irã realmente quer fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA e para aqueles que estão conosco", publicou Trump no Truth Social.

Ainda sobre a guerra no Oriente Médio, Trump publicou: "Apenas relaxem, tudo vai dar certo no final - sempre dá!"

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-dizem-ter-interceptado-misseis-iranianos-direcionados-ao-kuwait/