EUA dizem ter interceptado mísseis iranianos direcionados ao Kuwait
Ataque mirava tropas americanas no país, mas não houve feridos; Teerã diz ter respondido a ação de Wshington em seu território
As forças americanas interceptaram dois mísseis balísticos do Irã que tinham como alvo forças americanas baseadas no Kuwait no final do domingo (31), informou o Exército dos Estados Unidos nesta segunda-feira (1º), acrescentando que nenhum militar americano ficou ferido.
A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana afirmou, também nesta segunda-feira, ter atacado uma base aérea usada pelos EUA em resposta a um ataque americano no sul do Irã.
O Kuwait não identificou a base, mas ativou suas defesas aéreas nesta segunda-feira e denunciou os ataques iranianos com mísseis e drones, que, segundo o país, prejudicam os esforços para reduzir as tensões na região.
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Publicado em 2026-05-30 03:30:17As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado, no fim de semana, defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones que representavam uma ameaça para navios, após "ações agressivas do Irã", incluindo o abate de um drone americano em águas internacionais.
Nenhum militar americano ficou ferido, segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA). O Comando também afirmou que "continuará protegendo ativos e interesses dos Estados Unidos em resposta à agressão iraniana considerada injustificada durante o atual cessar-fogo."
Após o comunicado do CENTCOM nesta segunda-feira (1º), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerã realmente deseja fechar um acordo com Washington e que isso seria benéfico para Washington e seus aliados.
"O Irã realmente quer fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA e para aqueles que estão conosco", publicou Trump no Truth Social.
Ainda sobre a guerra no Oriente Médio, Trump publicou: "Apenas relaxem, tudo vai dar certo no final - sempre dá!"
Relembre como começou a guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".
Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.
Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.
Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.
O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.