Estudantes da Escola Municipal Nossa Senhora das Graças, em Parintins, monitoram diariamente chuvas e ventos. A iniciativa registra dados climáticos na zona rural.
O projeto "Curumins e Cunhatã do Uacurapá" ocorre em parceria com órgãos federais e a prefeitura. Ele busca incentivar o interesse dos alunos pela ciência.
As coletas ocorrem diariamente às 7h com equipamentos que medem chuva e vento. Os próprios alunos registram as informações para envio aos parceiros.
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Publicado em 2026-08-05 11:38:02Na comunidade Maranhão, na zona rural de Parintins, no interior do Amazonas, estudantes da Escola Municipal Nossa Senhora das Graças transformam ciência em rotina. Todos os dias, crianças e adolescentes monitoram chuvas e ventos, registrando dados que viram aprendizado.
Chamado de “Curumins e Cunhatã do Uacurapá”, o projeto envolve toda a comunidade escolar. Ele desperta nos estudantes o interesse pela ciência, incentiva o cuidado com o meio ambiente e valoriza o território onde vivem.
O projeto é realizado em parceria com órgãos federais e a Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Educação. A ação aproxima os alunos da pesquisa científica e mostra, na prática, a importância de entender o clima da Amazônia e da microbacia do rio Uacurapá.
“Vivemos na Amazônia, um território vasto e grandioso. Os dados pluviométricos são escassos. O Serviço Geológico do Brasil tem poucas estações na região, e a Escola Municipal Nossa Senhora das Graças entra nesse cenário como apoiadora para gerar informações científicas. Nossa proposta é ser uma sentinela da floresta e guardiões dos recursos”, disse a professora de Geografia e idealizadora do projeto, Daniele Azevedo.
O monitoramento é feito com equipamentos que medem o volume de chuva e a velocidade do vento. Os próprios alunos registram os dados e enviam as informações aos parceiros responsáveis pelo acompanhamento.
“O objetivo é gerar dados que comprovem cientificamente o volume de chuva na comunidade. Também usamos um sensor para medir o ar. No verão, muitas comunidades ribeirinhas fazem queimadas, o que prejudica o meio ambiente”, explicou o estudante Denison Viana.
O projeto acontece às 7h. Cada equipe tem um dia da semana para fazer a coleta, chova ou não. A água é medida no pluviômetro, anotada em uma caderneta e depois lançada pela professora.
“É muito importante para a escola gerar dados científicos e contribuir não só com Parintins, mas também com toda a Amazônia. O projeto proporciona conhecimento e incentiva os alunos a produzir ciência na região”, disse Daniele Azevedo.