O candidato de esquerda no segundo turno da eleição presidencial no Peru, Roberto Sánchez expressou sua rejeição ao resultado das eleições que matematicamente dão vitória à direita (Foto: Paolo Aguilar/EFE)

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O candidato de esquerda Roberto Sánchez liderou uma nova marcha pelas ruas de Lima neste final de semana para exigir "justiça eleitoral", numa tentativa de reverter o resultado favorável à direita nas eleições.

Durante seu discurso a apoiadores, Sánchez afirmou que irá recorrer a organismos internacionais para exigir um processo de contagem de votos transparente, embora não tenha especificado a quais organismos recorrerá.

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O representante da esquerda nas urnas declarou anteriormente que não reconhecerá o resultado oficial, que deve ser anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (JNE) até 3 de julho.

A manifestação do partido Juntos pelo Peru percorreu diversas ruas do centro histórico da capital peruana sob slogans como "abaixo o pacto com a máfia" e "o povo unido jamais será vencido".

No último dia 23, Sánchez alegou, sem apresentar provas, que existe "uma fraude no desenvolvimento" das eleições e antecipou que não reconhecerá a candidata direitista Keiko Fujimori como presidente do país.

Ele também informou que processou sua opositora, bem como autoridades eleitorais do Peru, sob alegação de fraude no pleito. Agora, a esquerda pretende apresentar suas reivindicações perante organismos internacionais, embora não tenha indicado a quais deles recorrerão na tentativa de impedir que Keiko Fujimori, líder da Fuerza Popular, seja proclamada vencedora das eleições.

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