Erick Jacquin coloca stents nas artérias: entenda o procedimento
Especialista reforça a importância da busca precoce por atendimento médico antes do aparecimento de dores fortes no peito
O chef Érick Jacquin, de 61 anos, passou por uma "indisposição" enquanto gravava o progrma "MasterChef" e precisou ser hospitalizado ainda nesta semana. Após a avaliação médica, o apresentador precisou fazer uma angioplastia, com a colocação de três stents. Especialista alerta a população e explica que a doença coronariana obstrutiva pode evoluir de forma silenciosa.
O que é Stent Cardíaco?
O médico cardiologista Vagner Vinicius Ferreira, do Hospital Mantevida, explicou que o pequeno dispositivo expansível, feito de nitinol, aço inoxidável ou uma liga de cromo e cobalto, que é inserido no interior de uma artéria, é utilizado quando há alguma obstrução.
“Esses stents são pequenas estruturas, pequenos dispositivos metálicos revestidos com polímeros e com algumas medicações, que são implantados nas artérias que estão obstruídas com o objetivo de mantê-las abertas e melhorar o fluxo de sangue para o músculo do coração. O que é importante deixar claro é que esse implante de stent significa que foi, em algum momento, identificada uma obstrução importante em uma ou mais artérias coronárias”, analisa o médico.
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Publicado em 2026-09-24 18:35:55O Ministério da Saúde aponta que a principal função é restaurar a corrente sanguínea na artéria coronária e trazer um ritmo quase normal.
Cirurgia do Jacquin
O especialista ainda aponta que o caso do chef traz uma mensagem à luz da discussão.
“Esse caso do chef de cozinha Érick Jacquin nos chama a atenção porque ele precisou passar por um procedimento de angioplastia com implante de stents nas coronárias, que são as artérias que irrigam o nosso coração. Esse episódio traz uma mensagem muito importante para a população: a doença coronariana obstrutiva pode evoluir de forma silenciosa”, explica.
O médico Vagner Ferreira ainda reforça que a busca por atendimento deve ser precoce.
“Portanto, não devemos esperar aparecer uma dor no peito forte para começar a cuidar do nosso coração”, destaca.
Quais são os sinais de alerta?
O cardiologista aponta que um dos sinais de alerta para a situação é a dor ou pressão no peito. Essa dor pode vir acompanhada de falta de ar, suor frio, náusea, tontura, sensação de desmaio ou irradiação para a mandíbula ou braço esquerdo.
Quando isso acontece, a situação deve ser avaliada imediatamente em um serviço de emergência.
Quais as prevenções?
O médico cardiologista explica que a prevenção é sempre o melhor remédio. Ele explicou que para evitar uma situação mais grave, é necessário seguir alguns principais pontos:
- Bom controle da pressão arterial;
- Controle dos níveis de colesterol e diabetes;
- Combate ao tabagismo;
- Prática regular de atividade física;
- Alimentação saudável e controle de peso;
- Acompanhamento regular com o cardiologista.
A convivência contínua com esses fatores de risco é o que pode desenvolver a doença coronariana e evoluir de forma desfavorável.
Qual o tratamento?
O médico Vagner Ferreira indica que quando necessária a implantação do stent, a tecnologia pode resolver a obstrução naquele momento, mas o tratamento da doença coronariana deve continuar.
“É preciso manter o acompanhamento periódico e a medicação correta para evitar a progressão da doença em outras artérias ou a reobstrução dos stents implantados. O stent abre a artéria, mas quem protege o coração no longo prazo é o controle dos fatores de risco e a prevenção secundária contínua”, finaliza.
Doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de mortalidade
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza dois tipos de stents: os convencionais e os farmacológicos, que são usados para uso nas intervenções endovasculares cardíacas em pacientes diabéticos e com lesões em vasos finos.
A pasta explica que as doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de mortalidade mundial e a arterial coronariana (DAC) permanece com uma das principais doenças do século 21.
Os dados do Brasil, do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) mostram que essas doenças são responsáveis por cerca de 30% dos óbitos.
*Sob supervisão de Thiago Félix