Engie vincula investimentos em usinas reversíveis à renovação de concessões

Companhia aponta hidrelétrica de Salto Osório como possibilidade e defende maior flexibilidade no uso de recursos de pesquisa e desenvolvimento

Robson Rodrigues, , São Paulo

A francesa Engie começou a estudar projetos de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil, mas condiciona os investimentos à garantia de renovação das concessões. A companhia, que defende a tecnologia como alternativa para o setor elétrico, aponta a hidrelétrica de Salto Osório como uma possibilidade para seu desenvolvimento.

“Estamos começando a fazer os estudos. Ninguém fará um investimento sem ter a garantia de que terá a renovação da concessão”, afirmou Guilherme Ferrari, diretor de Energias Renováveis e Armazenamento da Engie.

Segundo o executivo, a continuidade da operação dos empreendimentos pela companhia será determinante para a decisão de investir. “Salto Osório pode ser uma usina reversível, mas só faremos os investimentos com a garantia de renovação das concessões.”

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A Engie também defende que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) flexibilize as regras de aplicação dos recursos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para apoiar o desenvolvimento dessa tecnologia.

As hidrelétricas reversíveis funcionam como sistemas de armazenamento de energia. Com dois reservatórios em alturas diferentes, utilizam eletricidade disponível em momentos de sobra para bombear água do reservatório inferior para o superior.

Quando o sistema precisa de energia, a água faz o caminho de volta, passa pelas turbinas e gera eletricidade. O mecanismo permite guardar energia para utilizá-la em outro momento, de acordo com a necessidade de atendimento ao consumo.

A discussão ocorre enquanto a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) prepara um levantamento dos projetos de usinas reversíveis em desenvolvimento no país. Conforme noticiou a CNN Brasil, a empresa prevê abrir uma chamada em novembro, com publicação das instruções para cadastramento em outubro.

O levantamento deverá subsidiar uma eventual contratação da tecnologia pelo governo. A chamada terá caráter consultivo e não representará habilitação dos empreendimentos para futuros leilões.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/engie-vincula-investimentos-em-usinas-reversiveis-a-renovacao-de-concessoes/