A energia elétrica residencial respondeu pelo maior impacto individual no IPCA-15 de julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE. No mês, as tarifas subiram 3,03% e responderam pelo maior impacto individual no índice, contribuindo com 0,12 ponto percentual.
O movimento levou o grupo Habitação a registrar alta de 0,97%, a maior entre os nove grupos pesquisados. Apesar da pressão da energia elétrica, a prévia da inflação perdeu força no mês. O IPCA-15 ficou em 0,06%, ante 0,41% em junho.
Segundo o instituto, o avanço da conta de luz reflete a cobrança da bandeira tarifária amarela e a incorporação de reajustes aplicados por distribuidoras em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
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Publicado em 2026-07-28 11:33:07Ainda no grupo Habitação, a alta de 0,26% nas tarifas de água e esgoto reforçou a pressão sobre o índice, enquanto o gás encanado caiu 0,30%, amenizando parcialmente esse efeito.
Os preços ligados à mobilidade tiveram comportamento misto. As passagens aéreas avançaram 11,70% e fizeram o grupo Transportes voltar ao campo positivo, com alta de 0,11% em julho.
Em sentido contrário, a queda de 0,90% nos combustíveis — com recuos no etanol, diesel, gás veicular e gasolina — limitou a pressão exercida pelo grupo sobre a inflação do mês.
*Sob supervisão de Jenifer Ribeiro