Fachada do TSE, em Brasília: judicialização da campanha deve ser ainda maior que em 2022. (Foto: Luiz Roberto/TSE)

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Como previ, a esquerda já acionou Flávio Bolsonaro por suas ligações com Donald Trump. E creio que é apenas o início. A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia representou contra o senador na Procuradoria-Geral da República por atentado à soberania nacional. Aproveitou para justificar que o PCC e o CV são organizações criminosas, mas não políticas, não se enquadrando em terrorismo pela lei brasileira. Era previsível. A próxima será acionar Flávio por apelar à interferência estrangeira na campanha eleitoral brasileira; fato dado de bandeja, que ajuda a impedir o registro da candidatura. Flávio criou a oportunidade e a esquerda aproveitou.

O outro lado também pode acionar o adversário de Flávio no TSE. Até agora a soma dos benefícios recentes de Lula para garantir voto para a reeleição chega a R$ 190 bilhões dos nossos impostos, diz esta Gazeta do Povo. São subsídios para luz, gás, combustíveis, empréstimos e Imposto de Renda – sem contar o Bolsa Família. Uma compra indireta de votos, que está prevista como crime na lei eleitoral. Também pode acontecer, na tentativa de impedir o registro da candidatura de Lula.

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Suponho que a já tão judicializada corrida eleitoral de 2022 perca em intensidade para o movimento de ações na Justiça Eleitoral neste ano. E temos motivos de sobra, que vão do uso dos impostos de todos para conquistar votos ao apelo a instituições e governos estrangeiros, assim como a exposição de escândalos, como do cruel roubo dos idosos da Previdência, as relações com Daniel Vorcaro, com a J&F, com o PCC e o CV... enfim, há pecados de sobra no mundo político, para girar a roleta e escolher qual será o da vez. 

Mais uma vez o eleitor será chamado a escolher entre os menos ruins, porque os partidos são meros rótulos fisiológicos sem significados doutrinários; uma ação entre amigos para se aproveitar do patrimônio e do tesouro que são do povo. Na crise de valores em que nos permitimos chafurdar, nem sequer percebemos no que nos metemos sem sentir, como o sapo em panela sobre o fogo. Num país em que o status quo quer se manter, partidos e leis agem para manter eleitores enganados e ficar à espera que uma divindade tudo resolva. Salve, eleitor enganado; os que vão se eleger te saúdam.

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Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos



Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/eleitor-enganado-eleicao-concurso-menos-pior/