Com a aproximação das eleições de 2026, o PT (Partido dos Trabalhadores) avalia nomes para disputar os governos de Goiás e Minas Gerais, dois estados que ainda representam incógnitas para o partido. A apuração é de Pedro Venceslau, analista de Política, ao CNN 360º.
Em Minas Gerais, a situação é especialmente delicada. Segundo Pedro Venceslau, Rodrigo Pacheco aparentemente não deve disputar o governo do estado, embora ainda falte uma conversa final sobre o assunto. “Falta ainda aquela conversa final, alguns petistas ainda apostam no poder de sedução do presidente Lula”, afirmou Venceslau.
Planos alternativos em Minas Gerais
Diante desse cenário, o PT já trabalha com alternativas. O chamado plano B seria Josué Gomes, que se filiou ao PSB junto com Rodrigo Pacheco no limite do prazo eleitoral. Josué Gomes é filho de José Alencar e tem histórico de atuação no setor empresarial. Há ainda a possibilidade de Alexandre Kalil, do PDT, compor um palanque em Minas, mas a relação dele com os petistas do estado é descrita como problemática, o que poderia levar Lula a se dividir entre dois palanques distintos.
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Publicado em 2026-05-27 18:21:03A terceira alternativa em Minas seria Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, que atualmente figura como pré-candidata ao Senado. Apesar de aparecer bem nas pesquisas de intenção de voto, Marília Campos resiste à ideia de disputar o governo estadual, considerando a disputa muito difícil. Ainda assim, Pedro Venceslau aponta que Lula pode chamá-la a Brasília para uma conversa, e ela pode acabar aceitando o que o analista chamou de “sacrifício nessa eleição”.
Desafios em Goiás
Em Goiás, o cenário também é desafiador para o PT. Trata-se de um estado onde o desempenho eleitoral do partido historicamente não é favorável, com perfil mais ligado ao agronegócio e ao conservadorismo. Mesmo assim, o partido precisa montar um palanque na região. A principal cotada é Adriana Accorsi, deputada federal e delegada, que disputou a prefeitura de Goiânia e saiu bem do pleito, mas também resiste em se lançar candidata ao governo estadual, preferindo renovar seu mandato de deputada federal. Fontes consultadas por Venceslau indicam que Lula pode convocá-la para uma conversa em Brasília.
Uma segunda alternativa em Goiás seria Flávio Faído, pecuarista de Rio Verde e filiado ao PT. Sua principal vantagem seria a capacidade de dialogar com o agronegócio, setor predominante no estado. “O PT está trabalhando com essas possibilidades”, afirmou Venceslau. Segundo o analista, o prazo está se esgotando e, embora os palanques já estejam bem articulados na maioria dos estados, Goiás e Minas Gerais seguem como dois nós essenciais ainda a serem resolvidos para o partido.