Nas eleições de 2026, um total 20 governadores foram eleitos no 1º turno, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após apuração das urnas neste domingo (4).

Os políticos eleitos irão conduzir as suas unidades federativas no período de quatro anos, com a possibilidade de recondução para mais quatro anos no caso de primeiro mandato.

Os estados que decidiram os nomes de seus chefes do Executivo foram Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

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Desses estados, 11 foram reconduzidos aos seus postos, sendo eles:

Já aqueles que irão cumprir seu primeiro mandato são:

Desse total, a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) é a única mulher a garantir uma vaga em um dos Executivos estaduais. No entanto, ainda podem compor esse grupo Mailza Assis (PP-AC), Professora Maria do Carmo (PL-AM), Celina Leão (PP-DF) e Professora Dorinha (União-TO), que concorrem ao segundo turno em seus estados.

O que faz um governador

Responsável por comandar o Poder Executivo em cada unidade da federação, o governador é a autoridade máxima do estado e tem como principal atribuição administrar a máquina pública estadual, garantindo o funcionamento de serviços essenciais e a representação política do estado em diferentes esferas.

O chefe do Executivo estadual governa com o apoio da Assembleia Legislativa — composta por deputados estaduais responsáveis pela elaboração das leis locais. Em temas de alcance nacional, a atuação também envolve diálogo com a bancada federal do estado, formada por deputados federais e senadores.

Atualmente, o país conta com 27 governadores, um para cada UF (Unidade da Federação). No caso do Distrito Federal, o governador acumula atribuições que, em outras unidades federativas, cabem aos prefeitos, em razão das características específicas do DF.

Entre as responsabilidades centrais do governador está a segurança pública. Cabe a ele comandar as Polícias Civil e Militar, além de responder pela construção e administração de presídios.

O governador também exerce papel fundamental na administração das finanças do estado. É sua função controlar o orçamento estadual, gerenciar receitas e despesas e autorizar investimentos em áreas estratégicas.

Quando necessário, cabe ao chefe do Executivo estadual negociar e solicitar recursos ao governo federal para viabilizar projetos e políticas públicas.

Educação e saúde estão entre as obrigações permanentes do cargo. O governador deve garantir investimentos que assegurem o funcionamento da rede estadual de ensino — com destaque para o Ensino Médio — e dos serviços de saúde, respeitando as competências estabelecidas para os estados.

Outra atribuição relevante é a relação institucional com o Legislativo estadual. O governador pode sancionar ou vetar projetos de lei aprovados pelos deputados estaduais e também tem a prerrogativa de propor novas leis para debate na Assembleia Legislativa. Essas normas têm validade restrita ao território do estado.

Além disso, o chefe do Executivo estadual autoriza a realização de obras de interesse local, como rodovias estaduais e aeroportos, além de manter diálogo contínuo com prefeitos, buscando atender às demandas dos municípios e alinhar ações de governo.

Embora as funções do governador estejam previstas na Constituição, há avaliações de que o cargo opera, muitas vezes, com competências residuais, diante da concentração de atribuições no governo federal.

Com informações de João Scavacin

*Sob supervisão de João Ker

 



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/eleicoes-2026-20-governadores-garantem-vitoria-no-1o-turno/